sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

FREI LENCY F. SMANIOTTO


* 18/09/1937     + 04/07/2014



Autorretrato


Temperamento mesclando o sanguíneo e o colérico, com pinceladas de melancólico. De inteligência mediana, mas muito intuitivo, com capacidade de pressentir ou prever acontecimentos. Com certo veio poético e profético… De fácil convivência, aberto e afável, sobretudo atencioso com os pobres. Com um senso de justiça bem aguçado. 

O status quo me causa sérios conflitos e até um certo divisor de águas entre os que lutam a favor do Reino e os que lutam contra ele… 

De conversa amigável, misericordioso e de fácil perdão. Brincalhão, às vezes autossuficiente e teimoso, não chegando a ser cabeçudo. Insubordinado às injustiças, sobretudo às sociais, desportista, teatrólogo. Piedoso, de fé inabalável, de um amor apaixonado pelo povo, por causa do rosto desfigurado do Cristo, nele refletido. 

Sinto-me bastante limitado, faltando em mim muito para completar a Paixão do Cristo, que espero completar com a sua graça, pois assim como o maná sustentou o povo no deserto, assim me sustenta a Eucaristia ao longo da vida, até chegar o Reino definitivo. A Eucaristia é o ápice de minha fé e piedade, sem a qual a minha vida não teria o vigor para seguir a Cristo, caminho, verdade e vida, como São Francisco o fez.

Gosto de mim como sou, no esforço constante de superar os meus defeitos e limitações. Mas isto só é possível com a graça de Deus.



Fonte: http://www.franciscanos.org.br/?p=63622#sthash.Z0HhCI5W.dpuf

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

O BRASIL ESTREMECE DE VERGONHA E INDIGNAÇÃO




 Cesar Techio
Economista – Advogado

              A versatilidade de estilos, opções temáticas e comprometimento com princípios éticos, constitucionais e espírito patriótico por parte dos colunistas que amam o Brasil, prestigia o leitor na medida em que retira o clichê puramente informativo dos meios de comunicação e oferece a oportunidade para pensar, refletir, formar opinião e decidir o futuro. Como economista e advogado, poderia circunscrever minhas crônicas a conteúdos técnicos inerentes a minha área de atuação profissional. Mas temo que seja enfadonho ao leitor e, pior, não contribuiria de forma mais ampla para uma reflexão cívica sobre o destino a que, como povo, muitas vezes somos submetidos.  Nesta senda, os irracionais, dementes e assustadores escândalos que assolam o país, aliados aos graves problemas políticos e econômicos que revoltam os brasileiros, me deixam estupefato. Na mesma linha com que critiquei a diplomacia internacional do ex-presidente Lula, próxima a tiranos sanguinários e de governos antidemocráticos como o do Irã, Cuba, Venezuela, Bolívia, entre outros, buscarei, regularmente, a partir de 2015, analisar informações e fatos que estão fazendo o país estremecer de vergonha e indignação.
              A ideia de cerceamento da imprensa, chamada por alguns de “regulação da mídia”, com o claro objetivo de reduzir as grandes empresas jornalísticas do Brasil, me parece ser um dos maiores perigos para a democracia. Não podemos desconsiderar que o sucesso ao combate à corrupção e em especial a eliminação das ratazanas criminosas que infestam o meio político e a Administração Pública nacional, muito se deve a grande imprensa. Limitar a concentração dos meios de comunicação por um mesmo grupo econômico pode até ter matizes constitucionais (proibição de oligopólios ou monopólios). Mas isso me parece temeroso, uma vez que grupos fortes, independentes e livres de pressões políticas e ideológicas, num país de dimensões continentais como o nosso, são os únicos que possuem poder para cobrir todo o território nacional com informações investigativas e de qualidade.

               Assim funcionam as revistas Veja, Isto É, Época e jornais como o Jornal do Brasil, O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Gazeta do Povo, O Globo, Correio do Povo, Zero Hora e grandes canais de televisão e de rádio como os da Rede Bandeirantes, Globo, SBT, Record, muito odiados por políticos em geral e por setores da esquerda stalinista que, como Antonio Gramsci, sonham com a derrota do “Estado capitalista”. Enfim, chegamos ao final do ano com os nervos a flor da pele por conta de tanta denúncia de roubalheira, golpes contra o erário e empresas estatais, falcatruas na Administração Pública, com o envolvimento de partidos políticos e quadrilhas de especialistas em detonar o Brasil, afora a carestia da inflação que está matando o povo nos supermercados. Ao comprar o jornal a Folha de São Paulo, neste domingo, em Balneário Camboriú, perguntei a dona da banca se tinha alguma notícia boa. Ela me respondeu: “Só se mandarem prá cadeia todo o Congresso Nacional”


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

RESPOSTA AOS QUE ASSALTARAM A PETROBRÁS SERÁ FIRME


 “A opacidade, o fetiche do sigilo e a cultura da autoridade deram o tom e o traço das relações dos agentes públicos com a sociedade civil por muito tempo, talvez por tempo demais, neste país”





Rodrigo Janot (Sergio Lima/Folhapress/VEJA)


09/12/2014
 às 14:38

“Resposta aos que assaltaram a Petrobras será firme”, diz procurador-geral da República

Por Laryssa Borges,  na VEJA.com:No mais duro discurso desde que assumiu a chefia do Ministério Público Federal, em setembro de 2013, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, criticou nesta terça-feira o aparelhamento da máquina estatal, apontou o combate à corrupção como prioridade e, diante do escândalo do petrolão, pediu a demissão da cúpula da Petrobras e a reformulação da estatal, como informou a coluna Radar, de Lauro Jardim. Ao participar da Conferência Internacional de Combate à Corrupção, Janot afirmou: “A resposta àqueles que assaltaram a Petrobras será firme, na Justiça brasileira e fora do país”.
“Urge um olhar detido sobre a Petrobras, em especial sobre os procedimentos de controle a que está submetida. Em se tratando de uma sociedade de economia mista, com a presença de capital majoritário da União – e, pois, do povo brasileiro – é necessário maior rigor e transparência na sua forma de atuar”, disse ele. “Esperam-se as reformulações cabíveis, inclusive, sem expiar ou imputar previamente culpa, a eventual substituição de sua diretoria, e trabalho colaborativo com o Ministério Público e demais órgãos de controle”.
Janot prosseguiu: “O Brasil ainda é um país extremamente corrupto. Estamos abaixo da média global, rateando em posições que nos envergonham e nos afastam de índices toleráveis. Envergonha-nos estar onde estamos”, resumiu ele, que atribuiu o ranqueamento do país a “maus dirigentes, que se associam a maus empresários, em odiosas quadrilhas, montadas para pilhar continuamente as riquezas nacionais”.
Assim que tomou conhecimento dos processos relacionados à Operação Lava Jato da Polícia Federal, que resultou na prisão de executivos das maiores empreiteiras do país, Janot havia se espantado como o volume de dinheiro movimentado pelos criminosos – os policiais estimam que pelo menos 10 bilhões de reais tenham sido desviados em um mega esquema de lavagem de dinheiro e fraude em contratos e licitações. “O volume do dinheiro é enorme e as investigações procedem. Eu nunca vi tanto dinheiro na minha vida”, disse em julho, ainda antes da fase da Lava Jato que acertaria o coração das principais construtoras brasileiras.
Ao avaliar o escândalo do petróleo e os impactos na imagem da Petrobras – o escritório de advocacia americano Wolf Popper LLP processa a estatal brasileira por não revelar “a cultura de corrupção dentro da companhia” – Janot classificou com um “cenário tão desastroso” a gestão da companhia e que o esquema criminoso “produz chagas que corroem a probidade administrativa e as riquezas da nação”. Para ele, “a sociedade brasileira espera é a mais completa e profunda apuração dos ilícitos perpetrados, com a punição de todos, todos os envolvidos”.
Em tom duro, o procurador-geral lamentou a falta de regulamentação da Lei Anticorrupção, relembrou as recentes condenações no escândalo do mensalão e defendeu que corruptos e corruptores cumpram pena na cadeia e disse que o Poder Judiciário e o Congresso precisam ser “convencidos” de que a corrupção não é um crime menor, e sim “um perigo concreto, real e profundo”. “Precisamos, nos limites do Estado Democrático de Direito e do devido processo legal, afastá-los da sociedade, confiscar o produto do ilícito e tratá-los como os criminosos que são”. “O dano causado ao país é grave: serviços mal prestados e obras mal executadas não apenas sangram os cofres públicos com o ônus da reexecução, mas causam males muito tangíveis: a fiscalização desidiosa de hoje é a causa do acidente de amanhã; a obra mal executada de hoje também é a causa do desastre de amanhã. Corruptos e corruptores precisam conhecer o cárcere e precisam devolver os ganhos espúrios que engordaram suas contas, à custa da esqualidez do tesouro nacional e do bem-estar do povo. A corrupção também sangra e mata”, afirmou. “O país não tolera mais a corrupção e a desfaçatez de alguns maus agentes públicos e maus empresários”, disse.
Em seu discurso, Rodrigo Janot também fez um balanço das atividades do Ministério Público no combate à corrupção e avaliou que, ao longo dos anos, os órgãos de controle aprimoraram seu trabalho, dificultando parte da atuação de corruptos e corruptores. “Quem puder negar que hoje é muito mais difícil que há 25 anos corromper e corromper-se no Brasil atire a primeira pedra”, resumiu.
Ditadura
A uma plateia formada por ministros, procuradores e pelo chefe da pasta da Justiça, José Eduardo Cardozo, o procurador-geral atribuiu aos anos de ditadura militar a pouca cultura de transparência nas empresas. “A opacidade, o fetiche do sigilo e a cultura da autoridade deram o tom e o traço das relações dos agentes públicos com a sociedade civil por muito tempo, talvez por tempo demais, neste país”, comentou. 
Por Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O QUE JESUS TEM CONTRA O DINHEIRO?

 Cesar Techio
Economista – Advogado

 
Não raras vezes me ocorre a figura do burro andando atrás de uma espiga de milho amarrada à sua frente. A ideia do dono é fazê-lo andar e transportar no lombo pesada carga para enriquecer à custa da ilusão do animal de que um dia alcançará o alimento.  Para muitas pessoas, certas religiões são como o milho e são buscadas por puro desejo de obter algo em troca, como prosperidade (dinheiro, bens materiais), saúde, paz de espírito ou até mesmo o céu. Outras pessoas buscam algumas religiões por medo do inferno, do diabo e de maldições. Mas, não são raras as religiões inventadas por pessoas muito espertas, treinadas em lógica, filosofia, teologia, metafísica, oratória e, interessadas em ganhar dinheiro. Embora a bíblia diga que Deus fez o homem a sua imagem e semelhança, constantemente percebemos que é exatamente o inverso: as necessidades, psicológicas, emocionais e financeiras criam na cabeça das pessoas um Deus para satisfazê-las. A psicologia da fé é a base da segurança para a maioria das pessoas que não podem viver sem algum tipo de crença ou sem pedir alguma coisa.

Desta imaturidade, se aproveitam espertalhões que constroem igrejas, como verdadeiras fábricas sem chaminé. Elas funcionam como uma espécie de quitanda, um comércio que acolhe, no caminho da existência, pessoas desesperadas, envolvidas por solidão, descaminhos, misérias, descalabros e múltiplas mazelas. São templos de psicologia, de shows psicodélicos, de oratórias flamejantes e de técnicas de comunicação emocionais bíblicas, verdadeiras ferramentas de convencimento. Mas, inaptas para tocar profunda e permanentemente a vida das pessoas. Causam impacto por certo tempo, mas nada mais são do que portadoras de pregações ornamentais, preparadas para arrecadar dinheiro, um verdadeiro comércio mundano na cara das pessoas que vão ao Templo para buscar Deus e orar.

Celebrar a presença de Deus em todas as circunstâncias, com plena confiança e certeza de Sua presença, dispensa a fé comercial que engorda os cofres dos vendilhões dos templos. Neste sentido, é exemplar a revolta do Papa Francisco com a questão do dinheiro: "Mas, o que Jesus tem contra o dinheiro? É que a redenção é gratuita. A gratuidade de Deus é trazida por Ele, a gratuidade total do amor de Deus. E quando a Igreja se torna exploradora, se diz que a salvação não é tão gratuita”. E acrescenta: “Deus não tem nada a ver com dinheiro. A igreja não pode ser "exploradora" ou vender a salvação”. Enfim, é preciso acima de tudo preocupar-se em cuidar dos outros, cultivar a solidariedade, conviver em fraternidade, participar de instituições religiosas ou laicas que possuam atividades caritativas, como meios necessários para encontrar Deus e, ao mesmo tempo abandonar as neuroses de igrejas que pregam a salvação como um lucrativo negócio. 

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

FREI AGOSTINHO PICCOLO


                  Homenagens a Frei Agostinho Piccolo

Na sexta-feira à noite (28/11/2014) fez a travessia para o Itaquerão da Eternidade o meu Mestre, Professor, Orientador, Confrade, Amigo, Modelo, Irmão e Santo, Frei Agostinho Salvador Piccolo, OFM. Com ele tenho uma história e muita história de vida! Cheguei ao Seminário de Agudos em 1966 com 12 anos de idade e ele estava lá, com seu inconfundível perfume Pinho de Campos de Jordão, sua paixão pela Formação e Educação, seu transparente modo de ser frade. Frei Agostinho era a natural encarnação das palavras que ele mesmo gostava de acentuar: amor-doação, amor-serviço, amor-fidelidade, amor-oração, amor-generosidade. Nos ensinou na sala de aula e fora dela. Homem de horas e horas frente ao Sacrário fazia da oração seu tempo e fazer sagrado. Nos ensinou gramática, retórica, mística, espiritualidade e estética. Nos fez vibrar pelo esporte e pelas regras de civilidade.

Torcedor fiel do Corinthians era um fiel apaixonado pela atividade física, pelo basquete e pelo futebol. Jovem de alma e coração nunca se deixou arcar pela idade. Escreveu muito sobre São Francisco, Franciscanismo e sobre a Educação. Recebi dele ainda este ano seu último livro: “São Francisco Sempre”. Sonhava morrer dentro de uma Casa de Formação e Educação. 

No último Capítulo das Esteiras convidou-me para irmos juntos visitar Dom Paulo Evaristo, que ele admirava muito. E disse: “Temos que ir ao Profeta, pois ele nos espera lá para continuar por algum caminho!” Morreu na Rodoviária de São Paulo, sua cidade natal e que ele amava muito; morreu a caminho de Bragança onde morava sonhando a Universidade São Francisco de seus sonhos. Viveu a vida toda em seminários, colégios e conventos, mas sempre no coração da Fraternidade e nos mostrando Deus através da sua transparente vida de piedade. Não faltava em nenhum encontro dos Frades e da Província. Onipresente e sempre contente. Educado, fino, leve, atento e provocador em sua presença, fala e silêncio. 

Nunca esqueceu o nome e a memória de nenhum seminarista, formandos e frades que passaram por sua vida. No seu quarto três pequenos altares: Nossa Senhora, São Francisco e um para o Timão. Nunca vi um frade usar tão bem os documentos do Vaticano II como ele usou! Sua Evangelização sempre foi para os Jovens! 

Fez da Juventude o seu ideal missionário e da Escola a sua Casa e Causa! Alimentava, cuidava e regava suas amizades com cuidado de jardineiro. Plantou em nós detalhes inesquecíveis de trazer a vida para perto, e que certamente vão florir em nós sempre, porque Frei Agostinho é uma planta que não sabe o que é fenecer, murchar, secar….ele será sempre uma primavera encarnada! Vá em paz e não esqueça de nos chamar sempre da Eternidade com seus maiúsculos e carinhosos diminutivos! Descanse na merecida Paz Eterna! Paz e Bem, meu confrade!


Vitório Mazzuco, OFM, Petrópolis

sábado, 22 de novembro de 2014

IGREJA NÃO PODE VENDER SALVAÇÃO, DIZ PAPA FRANCISCO.




Francisco criticou a exploração financeira de algumas paróquias.  O papa Francisco fez uma homília forte durante a missa de Santa Marta nesta sexta-feira (21/11/2014) e afirmou que Deus não tem nada a ver com dinheiro e que a Igreja Católica não pode ser "exploradora" ou vender a salvação.

    "Há duas coisas que o povo de Deus não pode perdoar: um padre ligado ao dinheiro e um padre que maltrate as pessoas", ressaltou o Pontífice dizendo que "os laicos" devem fazer denúncias "na cara do pároco" sobre o tráfico de dinheiro nas paróquias. Segundo a Rádio Vaticana, Francisco usou como exemplo a leitura da Bíblia em que Jesus expulsa os mercadores do Templo.

    O Pontífice ressaltou que, muitas vezes ao entrar em uma Igreja, ainda hoje há a "lista de preços" para o batismo, para uma benção, para as intenções da Missa e "o povo se escandaliza".

    Ele aproveitou para contar um fato que observou enquanto era padre. "Estava com um grupo de universitários e vários deles queriam se casar. Tinham ido a uma paróquia e queriam fazer o casamento com uma missa. E o secretário paroquial lhes disse: "Não, vocês não podem". "Mas porque não podemos casar com a missa, se o Concilio recomenda fazer sempre com a missa?". "Não, não pode porque acrescenta mais de 20 minutos à celebração". "Mas por que?".

    "Porque há outros horários". "Mas, nós queremos com a missa".
    "Então, me paguem dois horários". E, para que eles se casassem, precisaram pagar por dois horários. Isso é um pecado escandaloso!", contou o Papa.

    Segundo o líder da Igreja Católica, Jesus destruiu os comércios do Templo porque eles haviam "profanado" o local sagrado. "As pessoas são boas e elas iam ao Templo para buscar Deus, rezar, mas precisavam trocar moedas para fazer as ofertas", destacou o Pontífice dizendo que "acha um escândalo" que padres façam "comércio e mundanidade".

    Ele também pediu atitude dos fieis católicos para combater esse tipo de corrupção e problemas da entidade, afirmando que "quando aqueles que estão no Templo, sejam sacerdotes, laicos ou secretários, se tornam exploradores" é preciso "ter a coragem de denunciar".


    Jorge Bergoglio ainda explicou o motivo de sua revolta com a questão do dinheiro. "Mas, o que Jesus tem contra o dinheiro? É que a redenção é gratuita. A gratuidade de Deus é trazida por Ele, a gratuidade total do amor de Deus. E quando a Igreja ou as igrejas se tornam exploradoras, se diz que a salvação não é  tão gratuita. Por isso, quando Jesus destrói tudo é um rito de purificação no Templo". 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

PARABÉNS JUDICIÁRIO CATARINENSE


 Cesar Techio
Economista – Advogado

            Não existe a menor dúvida, de que o Poder Judiciário fulgura como uma verdadeira ilha de resistência moral e ética  em meio ao mar de lama, encapelado pela corrupção que assola o Brasil e que mergulha de escafandro na podridão da imoralidade grandes estatais, empresas privadas, partidos políticos e bandidos, no maior assalto contemporâneo aos interesses da República. São milhares de juízes espalhados por todo o território nacional que se mantém íntegros, eretos, firmes, dignos e leais ao juramento de cumprir a Constituição Federal e as leis. Imparciais com relação às partes (poderosos e humildes são tratados em igualdade de condições), nossos juízes não são indiferentes, insensíveis, neutros ou descomprometidos com a realidade, com o sofrimento do povo e com o compromisso de fazer a justiça.

            Nesta atmosfera, a despedida do juiz da Vara de Família da Comarca de Concórdia, Rodrigo Tavares Martins, me fez pensar no quanto a palavra “EXCELÊNCIA” bem se aninha no peito dos valorosos juízes de primeiro grau. São eles que possuem contato direto com a dor que lateja nos processos que lhes são propostos diariamente pelas partes, na busca sedenta por justiça. A fulgurante passagem deste exemplar magistrado por nossa Comarca, em operosidade ímpar na excepcional redução do número vegetativo de processos, em que pese o aumento vertiginoso dos ingressos, desenhou um quadro digno de assombro e reconhecimento. A defesa da infância e da juventude sob o manto da sabedoria deste novel juíz teve matizes muito especiais no último biênio em nossa Comarca. A acuidade e o profundo interesse pela solução de conflitos envolvendo impúberes e adolescentes emoldurará o seu nome no quadro das lembranças mais caras aos que tem sentimento de justiça.

            Em momentos infames pelos quais atravessa nossa pátria, me permito louvar a qualidade intelectual e humana desta nova plêiade de juízes que aportam ao Judiciário Catarinense, entre os quais sobressai o nome de Rodrigo Tavares Martins, orgulho para o Poder Judiciário e para todos nós, em especial para a classe dos advogados. Portas abertas e acesso livre para a defesa dos interesses processuais, num clima de despertar para a agilização e descongestionamento dos trabalhos, em concerto harmônico entre a simplicidade e a objetividade, a par de uma equipe igualmente acolhedora e operosa, foram suas credenciais. De agir determinado, Rodrigo Tavares Martins propôs o esteamento do repúdio à preguiça e ao quadro sindrômico das mazelas sociais destes tempos, motivo pelo qual, tomado de agradável surpresa, me senti honrado pelo convite para dirigir-lhe improvisadas palavras de gratidão por ocasião de sua despedida. Obrigado digno Juiz, obrigado Poder Judiciário. Suplico a Deus que jamais nos faltem bons juízes, pois eles são a última esperança por um Brasil mais justo, democrático, republicano, humano, sério e comprometido com a cidadania.

Pensamento da semana: A dignidade da pessoa está em vossas mãos: conservai-a. Friedrich von Schiller (1789).


terça-feira, 18 de novembro de 2014

HENRIQUE PIZZOLATO


NÓS SEMINARISTAS, além de conceder o benefício da dúvida, vamos por aquilo que Cristo pregou.
Todos os dias vejo os pais do nosso colega aqui por Concórdia, gente maravilhosa com uma história de trabalho honesto e sofrido. Gente que sempre foi exemplo na vida social e política de Concórdia. Conheci CELSO PIZZOLATO, meu colega seminarista, em Luzerna. Super inteligente, fraterno, companheiro. Alguns anos depois, soube que faleceu jovem, o que me comoveu. Quanto ao nosso colega, que Deus o abençoe.

Cesar Techio.

A propósito:

Mateus 7
1Não julgueis, para que não sejais julgados. 2Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida que usardes para medir a outros, igualmente medirão a vós. …
Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. 
Lucas 6:41
Por que reparas no cisco que está no olho do teu irmão e não percebes o tronco que está no teu próprio olho? 
João 8:7
Porque insistiram na pergunta, Ele se levantou e lhes disse: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro a lhe atirar uma pedra.” 
Romanos 2:1
Portanto, és indesculpável, ó homem, sejas quem for, quando julgas, porque a ti mesmo te condenas em tudo aquilo que julgas no teu semelhante; pois tu, que julgas, praticas exatamente as mesmas atitudes. 
Romanos 14:10
Mas, tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, igualmente, por que desprezas teu irmão? Pois todos compareceremos diante do tribunal de Deus. 
Romanos 14:13
Portanto, abandonemos o costume de julgar uns aos outros. Em vez disso, apliquemos nosso coração em não colocarmos qualquer pedra de tropeço ou obstáculo no caminho do irmão. 
1 Coríntios 4:5
Assim, nada julgueis antes da hora devida; aguardai até que venha o Senhor, o qual não somente trará à luz o que está em oculto nas trevas, mas igualmente manifestará as intenções dos corações. Então, nesse momento, cada pessoa receberá de Deus a sua recompensa. Advertência contra a arrogância 
Tiago 4:11
Caros irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem se põe a falar contra algum irmão ou passa a julgar o seu irmão, acaba protestando contra a Lei e a julga também. Ora, se passas a julgar a Lei, cessas de obedecê-la e assumis a posição de juiz. 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

ESCÂNDALO DA PETROBRÁS

Após investigações, Petrobras adota 66 medidas internas de governança A presidenta da Petrobras, GRAÇA FOSTER, disse hoje (18) que a estatal não está pronta para apresentar os balanços contábeis do terceiro trimestre de 2014. Os dados deveriam ter sido divulgados na última sexta-feira (14), mas o anúncio foi suspenso porque a auditoria responsável pelas contas da companhia, a PricewaterhouseCoopers, se recusou a assinar o balanço.


“Em face das eventuais denuncias e investigações da Operação Lava Jato, a companhia não está pronta para divulgar as demonstrações contábeis do terceiro trimestre de 2014, pois essas denúncias, se verdadeiras, podem impactar potencialmente tais demonstrações”, declarou Graça Foster, ao iniciar a apresentação do balanço operacional. As revelações do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Yousseff, emendou, “podem levar a possíveis ajustes nas demonstrações contábeis”, admitiu a presidenta da estatal. “Portanto, há necessidade de mais tempo”, completou, assinalando que 66 medidas de governança estão sendo tomadas internamente.



A Petrobras apresenta, neste momento, os resultados operacionais do terceiro semestre, com 6,5% de crescimento da produção em relação ao segundo trimestre e 12,1%, na comparação com o terceiro trimestre de 2013. Em outubro, a média de produção de barris de petroleo por dia chegou a 2.126 e atingiu o pico da série histórica.
O diretor Financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, acrescentou que a companhia pretende mostrar o balanço contábil “tão logo seja possível”, mas não antecipou a data. Por outro lado, anunciou para 12
de dezembro as demonstrações contábeis não-revisadas. Os financiadores da companhia exigem os dados até 90 dias após o fim do trimestre.
Auditores externos e escritórios contratados fazem a revisão das contas da Petrobras. Na avaliação de Barbassa, se confirmadas as denúncias da Lava Jato, a companhia terá que avaliar “se houve cobrança além do preço adequado, justo, por qualquer bem ou serviço”, em função de pagamento de propina, por exemplo, a diretores e políticos. Agência Brasil 17/11/2014

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

PARABÉNS CONCÓRDIA (cronica da semana)

Cesar Techio
Advogado - Economista
              
   Participar de um pleito eleitoral, quando se tem em vista o bem comum e se respeita as bases democráticas e civilizatórias pelas quais as mudanças sociais só podem ocorrer dentro de um processo eleitoral limpo é sempre uma alegria para os que amam o Brasil. A eleição de Neodi Saretta e Moacir Sopelsa, dois ex-prefeitos de Concórdia e de longa data exercendo mandatos dignos, deve nos encher de orgulho e satisfação, pois nossa região continuará a ser bem representada na Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina. Os grandes colégios eleitorais do Estado cresceram muito nos últimos anos, especialmente em municípios litorâneos como Florianópolis, Itajaí, Joinville, Criciúma e depois Lages e Chapecó. Aqui na região do Alto Uruguai Catarinense o numero de eleitores não cresceu expressivamente, é quase o mesmo das eleições pretéritas. Portanto, para a nossa região, conseguir reeleger dois representantes, diante desta realidade é um feito extraordinário. Por este motivo, estamos de parabéns, especialmente os concordienses, pois tanto Moacir Sopelsa como Neodi Saretta são “prata da casa”.

  Todavia, dentro deste contexto de festa democrática, não passou despercebido, a fala de Luciano Fischer, candidato a deputado estadual pelo PDT, de que se sentiu constrangido durante a campanha eleitoral por assédio de eleitores corruptos que tentaram lhe vender o voto. É notório que o candidato não teve o apoio merecido de muitos que lhe arrastaram para a vida pública, motivo pelo qual se sente traído e “queimado”. Daí o seu desabafo nos meios de comunicação. Para os menos avisados, pode até parecer que Luciano se coloque como um “mau perdedor”, mas a realidade é bem outra. Luciano Fischer é um vitorioso porque desenvolveu uma campanha ética, cheia de ideais e amor pelo Brasil. Da mesma forma o candidato Alvanir Fernando Zusi, do PP, fêz uma campanha forte e firme em propósitos por mudanças, em linhas semelhantes a pregação do candidato Idair Piccinin. O que importa é que todos contribuímos para enriquecer o processo eleitoral com ideias e propostas, dentro de um perfil que qualificou o debate. Todos desenvolveram a campanha dentro dos moldes apregoados pela Justiça Eleitoral, sustentados pela moral de cidadãos que são modelos de conduta para os concordienses.

  Por fim, precisamos considerar, que o sistema eleitoral é seguro, fruto de uma evolução pautada nos ideais de justiça e de igualdade de condições. O que é falho é o caráter de eleitores acostumados a "mamar" nas tetas de políticos corruptos, sem vergonha e criminosos. Apesar de tudo isso, sempre é bom lembrar que não importa perder ou ganhar. O que importa é evoluir. Evoluir como cidadãos interessados num futuro melhor para o nosso país, para o nosso Estado e para o nosso município. Parabéns Raimundo Colombo. Parabéns aos eleitos. Parabéns a todos os demais candidatos, de todos os partidos, que sonharam e continuam sonhando com este futuro.


Pensamento da semana“Um voto é como um revólver: sua utilidade depende do caráter de quem usa.” Theodore Roosevelt, ex- presidente americano.




















quinta-feira, 2 de outubro de 2014

É PRECISO AMAR O BRASIL

20.007: É PRECISO AMAR O BRASIL. Bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem, e a vossa inteligência porque ENTENDE.





terça-feira, 30 de setembro de 2014

SE VOCÊ AMA O BRASIL, DIGA BASTA !!!

NESTAS ELEIÇÕES, SE VOCÊ AMA O BRASIL, DIGA BASTA!!! E MUDE O VOTO CONTRA OS QUE SUGAM O POVO BRASILEIRO!

NÃO ESPERE PARA PROTESTAR


 .... DE NOVO (?) DEPOIS DAS ELEIÇÕES.




NADA MUDA SE VOCÊ NÃO MUDAR.