UMA PALAVRA AOS NOSSOS MESTRES: GRATIDÃO !!! AMOR !!! ORAÇÕES E ADMIRAÇÃO PARA SEMPRE.
Na foto nosso colega Osmar Sebold, ao centro Frei Leo, e Joselino Wenke, ambos de Ituporanga - Capital da Cebola.
Nosso Diretor no Seminario Santo Antonio de Agudos - SP, FREI LÉO SEVERINO SCHMIDT, assim como nosso Padre Orientador no Seminario São João Batista de Luzerna - SC, FREI TARCISIO GERALDO THEEIS, já se encontram, entre outros confrades, na Casa de Repouso da Provincia Franciscana - precisamente no Seminário São Francisco de Assis, em Ituporanga, no Alto Vale do Itajaí.
FREI ANSELMO HUGO SCHWEITZER, CERTA VEZ DISSE O SEGUINTE AOS SEMINARISTAS, SOBRE FREI TARCISIO:
"Frei Tarcísio é santo. gostaria que vocês tivessem certeza disso, assim
como eu tenho. É um homem puro, correto. Ele se preocupa demais com vocês, notem
sua extrema dedicação. É um grande padre. Ele exige demais de si. (1975).
GRATIDÃO E RECORDAÇÃO A OUTROS SANTOS FRADES - NOSSOS PROFESSORES - QUE DEUS CHAMOU ANTES DA IDADE PROVECTA:

LEMBREMOS ENTÃO, DO NOSSO PROFESSOR E AMIGO FALECIDO EM 1975.
"Realmente,
Frei Pe. Anselmo Hugo Scheitzer, nas aulas de história e inglês, abria o
coração e era simplesmente espetacular ouvi-lo animado, vivenciando o conteúdo das
matérias que lecionava. Era o nosso “Behind”, apelido que a turma lhe deu, de
tanto ouvir a frase, “benhind the door”.
Os
anos seguintes revelariam o tamanho do ideal de Frei Anselmo e a sua força de
ação na evolução do espírito de todos aqueles que foram seus alunos. Ao lado da
brandura de Frei Pe. José Lino Luckmann, lá estava um verdadeiro exemplo de
amor e vocação franciscana."
PE. FREI ANSELMO HUGO
Sexta-feira, dia 20/06/75, ao meio dia, falando comingo disse.Sabe
Emilie, eu gostaria de morrer’.Eu estou preparado. Sempre me esforcei
para fazer o bem. Deus sabe. Sempre tive boa vontade e procurei de
fazer o bem. Deus prometeu 100 por um e a vida eterna. Aí está. Esta
morte é uma graça. Se Deus me chamar vou feliz. Vocês não chorem. Podem
sim mandar rezar uma missa. Morrer como papai morreu, é uma graça.
NASCEU 18/01/1927
ENTRADA NA ORDEM 19/12/1949
VOTOS SOLENES 20/12/1953
ORDENAÇÃO 02/07/1956
FALECIMENTO 22/06/1975
GRATIDÃO PARA SEMPRE, FREI ANSELMO
FREI SOLANO HUBNER PADRE ORIENTADOR FALECIDO EM 1972:
"Coisa
engraçada a vida... Nem suspeita passava pela cabeça de todos, tão tranquilos e
róseos os dias repletos de esplendor marginados de harmonia que nos concedia a
vida, da dor que a fatalidade nos reservava.
Chamado
por Deus, parte Frei Solano, Orientador
do seminário, rumo ao encontro marcado no alto dos céus, depois de vários meses
adoentado em Curitiba.
A mórbida
morte silenciou o refeitório, parou os risos e encardiu o ar da capela com um
cheiro de flor de velório. E os risos? O truco, o sangue fervendo nas peladas,
a ideia correndo nos campos que deixara em casa, pensando em nunca mais voltar?
Nunca mais. A presença deste pensamento arrefeceu a beleza imperturbável da
alegria do meu coração adolescente. Senti-me entristecido, amortalhado com
aquela música fúnebre.
Frei
Solano, adeus. Muitos choraram na concelebração da missa de despedida. Os seminaristas
falavam de um frade carismático, humano, disciplinado e companheiro. Difendi
Masson, da turma de 1971, contou que as repreensões, quando necessárias, as
vezes eram de varadas simbólicas, até bem humoradas, que não chegavam a
encostar nos alunos que teimavam em sair da linha.
Na
capela lotada, familiares de Frei Solano, vindos do Paraná, cansados pela longa
viagem, pareciam incrédulos com aquela atmosfera de despedida e de fé. Entre
eles um menino, sobrinho de Frei Solano, perdia o olhar no infinito, na duvida
de que não mais ingressaria no seminário..."
(Mas...ele voltou no ano seguinte e seu nome é Tarcisio Hubner)
O
entardecer baixava a sepultura, nosso frade Orientador, ex-hospede
dessas plagas, que definitivamente desenhava a ponto final na história de sua
vida."
GRATIDÃO PARA SEMPRE, FREI SOLANO.
O nome
de batismo de Frei Solano era Miguel Hubner.
Nome
religioso; Frei Solano Hubner, ofm.
Nasceu
na cidade de Selbach, Rio Grande Do Sul.
Seus
pais eram Verônica e Alberto Hubner, de origem alemã.
Faleceu
com 2 de junho de 1972.
Seu
corpo está enterrado em Joaçaba SC.
Nosso amado Diretor em Luzerna 1972-1974.
Em 1975 foi reabrir o SEMINARIO DE RIO BRILHANTE - MS.
Um sêr humano extraordinario, centrado e disciplinado, lecionava aulas de MORAL CRISTÃ e CIDADANIA.
Deixou muitas saudades pelo grande exemplo de vida e de franciscanismo autêntico.
VEJAM SEU BELISSIMO TRABALHO:
• 1959-1963
– Seminário Santo Antônio, em Agudos, SP – Prefeito de Estudos e Professor.
• 1964 –
Estudos de Filosofia na Universidade Católica do Paraná, Curitiba.
• 1965 –
Seminário Santo Antônio, em Agudos, SP – Reitor e Professor.
• 1966 –
Convento Bom Jesus de Curitiba, PR – Mestre dos estudantes e Professor.
• 1967 –
Curso “Christus Sacerdos”, em São Leopoldo, RS.
• 1968 –
1974 – Seminário São João Batista, em Luzerna, SC – Guardião e Diretor.
• 1975 –
1979 – Seminário de Rio Brilhante, MT – Reitor.
• 1980 –
1983 – Seminário Frei Rogério, em Lages, SC – Diretor.
• 1984 –
1996 – A serviço da Custódia Franciscana das Sete Alegrias, Campo Grande, MS.
• 1988 –
1993 – Ministro Provincial da Custódia Franciscana.
• 1997 –
Paróquia Santo Antônio, Bauru, SP – Vigário Paroquial.
• 1998 –
2003 – Convento e Paróquia Bom Jesus, Curitiba, PR – Vigário paroquial.
• 2004 –
2006 – Convento de Santo Antônio, Rio de Janeiro, RJ – Vigário da casa e
atendente conventual.
• 2007 –
2008 – Paróquia Porciúncula de Sant’Ana, Niterói, RJ – Vigário paroquial.
* 02.05.1929 †19.07.2008
Foi nosso professor e Diretor em Luzerna, um frade amável, sereno e extremamente atento à boa formação dos Seminaristas.
Volta e meia fazia "magicas" para animar a torcida.
Era muito devoto, humilde e ao mesmo tempo inteligente.
TAMBÉM FOI DIRETOR DO SEMINARIO SÃO FRANCISCO - EM ITUPORANGA - SC
"- Ei,
você viu o tal de Frei Danilo, o frade que chegou ontem?
- Parece
que está no portão principal.
Uma roda de
alunos escondia o misterioso rosto. Ouvia-se de longe as gargalhadas e uma
cabeça branca se agitando no centro do círculo.
Hoje sei,
que ao me aproximar daquele frade, algo de maravilhoso aconteceu na minha vida.
A cada passo que dava em sua direção, me aproximava de um dos maiores exemplos
de bondade e pureza, qualidades somente encontradas em santos frades, aqueles
incríveis educadores do seminário São João Batista, meus heróis para sempre.
- Muito
prazer, sou Frei Danilo, tenho quarenta e três anos, gostaria, amiguinho, de
tirar uma carta?
- Mas o
senhor é mágico?
Realmente,
foi uma doce mágica encontrar Frei Danilo nesta vida. Foi nosso professor, Diretor, amigo do peito
de todos os seminaristas, companheiro de brincadeiras, pai espiritual, “pequeno
príncipe” que a todos cativava com a doçura da compreensão e do amor.
- “Essa
negra Fulô, essa negra Fulo”.
-Quem quer
declamar “Essa Negra Fulô”, de Jorge Lima?
Além de bom
na mágica (sempre tive a expectativa de vê-lo tirar um coelho do chapéu), era
um poeta de mão cheia. Gostava de ensaiar teatro com os alunos, montar peças
interessantes e envolver a todos na literatura brasileira.
Grande
poeta, exímio esgrimador de estrofes, sonetos e versos, mas também pelo
excelente trato que dispensava aos seus seminaristas, com palavras e gestos que
demonstravam amor e dedicação por uma causa que hoje compreendo melhor, a causa
do Reino de Deus.
Sem dúvida,
a vida de todos brilhou intensamente no alto do morro da Vila de Luzerna.
Fulgurou em
meio a garotada, naquele belo ano de 1974, um espírito criativo, um líder
inteligente, alma de criança, olhos do céu, cometa fulgurante...que hoje me
deixa em silêncio, pensativo, achando que ainda vou encontra-lo por aí, em meio
a uma mágica e outra.
E, no
torvelinho da correria, quando me quedo a pensar, surge uma forte saudade e,
pedindo-lhe mais uma mágica, eis que surgem lembranças daquele sorriso que me
acalma e consola.
- Mais
ênfase Techio, é fundamental viver a poesia!
E repetia
para que eu pudesse copiar à perfeição: “Essa negra fulô, essa negra fulô”.
(Ó Fulô! Ó
Fulô! Cadê, cadê teu Sinhô que Nosso Senhor me mandou? Ah! Foi você que roubou,
foi você, negra fulô? Essa negra Fulô!)"
• Sua
presença nos seminários de Luzerna, Ituporanga, Guaratinguetá e Petrópolis,
certamente foram um incentivo e um sinal para muitas gerações daqueles valores
mais caros a São Francisco e que ele viveu com tanta generosidade.
Atividades
na Evangelização e Pastoral
• 1941-1945
– Seminário São Luiz de Tolosa, em Rio Negro, PR – Formação Franciscana e
profissional como Irmão Terceiro: ofício de alfaiate.
• 1945 –
Ano de noviciado na Ordem Primeira, em Rodeio, SC.
• 1946 –
São Paulo, SP – Convento São Francisco – Curso de Alfaiate.
• 1947-1951
– Seminário São Luiz de Tolosa, em Rio Negro, PR – alfaiate.
• 1952-1954
– Noviciado São José, em Rodeio, SC – alfaiate, porteiro e fabricação de velas.
• 1955-1957
– Seminário Santo Antônio, em Agudos – alfaiate e cozinheiro.
• 1958 –
Seminário São Luiz de Tolosa, em Rio Negro, PR – alfaiate.
• 1959-1967
– Petrópolis, RJ – alfaiate.
• 1968-1973
– Guaratinguetá, SP – Seminário Frei Galvão – professor e alfaiate.
Nos anos de
1970 a 1973, cursou a Faculdade Salesiana de Ciências e Letras de Lorena, SP,
com licenciatura em Letras.
Em
04.11.1969, eleito Definidor Provincial para um mandato de 14 meses. Em
08.01.1971, reeleito Definidor para um triênio. Em 16.12.1973, reeleito
Definidor para um segundo triênio, até 23.11.1976.
• 1974-1982
– Luzerna, SC – Seminário São João Batista – professor e diretor do seminário.
• 1983-1987
– Ituporanga, SC – Seminário São Francisco – professor e diretor do seminário.
• 1988-1995
– Israel – a serviço da Custódia da Terra Santa.
• 1996-1997
– Ituporanga, SC – Seminário São Francisco – professor e atendente conventual.
• 1998-2008
– Petrópolis – Sagrado Coração de Jesus – Vigário paroquial e atendente
conventual.
HOJE,
CRAVADOS NO TEMPO MEIO SÉCULO, ENTENDO DO PORQUÊ PERMANECE VIVA NA MEMÓRIA DO
CORAÇÃO DA NOSSA TURMA, A FIGURA ÍMPAR DAQUELES FORMADORES QUE FAZIAM O
SEMINÁRIO PULSAR NO RITMO FRANCISCANO:
Frei
Maurílio Schelbauer, diretor - Frei Danilo Marques da Silva, diretor - Frei Tarcísio Theeis, Orientador - Frei
Anselmo Hugo Schweitzer, professor - Frei José Lino Luckmann, professor - Frei
Flaviano Decksler, Frei Francisco Orth, professor - Frei Elói Piva, professor -
Frei Celso Chiarelli, professor - Dulce Zanini, professora - Irmã Lurdes
Piccini, professora - Frei Aloisio Hellmann, irmão, motorista caminhão - Frei
Isidoro Back, irmão - Frei Olivério Finger, irmão, padeiro e marceneiro - Frei
Rainério Soares da Silva, irmão, padeiro e marceneiro - Frei Bruno Kreling,
Paróquia de Luzerna - Frei Sérgio Hillesheim, benfeitor de Pato Branco - Clara, Sueli e Valéria, cozinheiras - Ilse,
lavanderia.