quarta-feira, 14 de outubro de 2026

QUANDO A BATINA ENCONTRA A IDEOLOGIA. Uma crônica sobre a Doutrina Social da Igreja, o marxismo e a coerência cristã


A Doutrina Social da Igreja Católica não nasceu para canonizar partidos, nem para transformar o altar em palanque. Ela é o esforço do Magistério para iluminar a vida social pela Revelação, pela razão e pela lei moral natural. Seus fundamentos são a dignidade da pessoa humana, o bem comum, a destinação universal dos bens, a propriedade privada com função social, a solidariedade, a subsidiariedade, a participação, a defesa da família e do trabalho digno, a liberdade religiosa e a paz. O Compêndio a apresenta como “um saber iluminado pela fé”, não como uma ideologia partidária [1].

Entre seus documentos centrais estão Rerum Novarum (Leão XIII, 1891), Quadragesimo Anno (Pio XI, 1931), Divini Redemptoris (Pio XI, 1937), Gaudium et Spes (Concílio Vaticano II, 1965), Sollicitudo Rei Socialis (João Paulo II, 1987), Centesimus Annus (João Paulo II, 1991), além do Compêndio da Doutrina Social da Igreja (2004/2005). O conjunto não absolve o liberalismo econômico sem freios: critica o individualismo, a exploração e a concorrência desenfreada, ao mesmo tempo em que rejeita o coletivismo marxista [1][2][3][4][5][6].

DEZ PONTOS ESSENCIAIS DA DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA:

1. A pessoa humana é criada à imagem de Deus; sua dignidade e seus direitos não dependem da classe, da utilidade econômica ou do Estado.

2. O bem comum é o conjunto de condições que permite a todos realizar-se; não é a soma dos interesses de um grupo ou partido.

3. A propriedade privada é legítima, mas tem função social: possuir não autoriza a indiferença diante do pobre.

4. Os bens da terra destinam-se a todos; justiça social exige partilha, auxílio aos necessitados e oportunidades reais de desenvolvimento.

5. O trabalho é participação na criação e meio de sustento e realização; trabalhador não é instrumento de lucro.

6. Capital e trabalho devem cooperar sob justiça, salário justo, descanso, associação e proteção da família.

7. Solidariedade pede responsabilidade pelos outros; subsidiariedade impede tanto o abandono liberal quanto o Estado que absorve tudo.

8. A família fundada no matrimônio é comunidade básica da sociedade; pais têm direitos e deveres primários na educação dos filhos.

9. O comunismo ateu e o marxismo materialista são incompatíveis com a fé por negarem Deus, a transcendência e a liberdade da pessoa [3].

10. A Igreja critica também o capitalismo liberalista quando reduz a pessoa ao consumo, ao lucro ou à competição sem limites [5][6].

Por que marxismo e Doutrina Social não são a mesma coisa

É possível reconhecer, com a Igreja, a existência de pobreza, exploração e concentração de riqueza sem aceitar a filosofia marxista.

 A crítica oficial não é contra toda reivindicação social, mas contra o materialismo, o ateísmo, a redução da pessoa à classe e a violência elevada a motor da história.

A Instrução Libertatis Nuntius adverte que, quando o marxismo é mantido como sistema, suas teses fundamentais continuam incompatíveis com a concepção cristã do homem e da sociedade [7].

1. DEUS E TRANSCENDÊNCIA: o marxismo materialista nega-os; o cristianismo afirma Deus, alma e destino eterno.

2. PESSOA E CLASSE: a Igreja vê cada indivíduo como fim; o marxismo tende a subordiná-lo à coletividade e à classe.

3. VERDADE E MORAL: para a Igreja há verdade e lei moral; na práxis marxista, a verdade pode tornar-se “partidária”.

4. CONFLITO SOCIAL: a Igreja busca diálogo, justiça e reconciliação; o marxismo clássico absolutiza a luta de classes.

5. VIOLÊNCIA: a Doutrina Social não a transforma em lei histórica; o marxismo revolucionário admite a violência como instrumento.

6. PROPRIEDADE: a Igreja reconhece propriedade e função social; o comunismo pretende abolir a propriedade dos meios de produção.

7. ESTADO: a Igreja aplica subsidiariedade; o coletivismo concentra decisões e pode absorver pessoas, famílias e associações.

8. TRABALHO: a Igreja protege o trabalhador e sua associação; não o reduz à engrenagem da produção coletiva.

9. FAMÍLIA: a Igreja a reconhece como comunidade natural; o comunismo histórico a subordinou à coletividade [3].

10. LIBERDADE RELIGIOSA: a fé exige espaço próprio; regimes marxistas históricos perseguiram e perseguem a Igreja e consciência.

DEZ PAUTAS DA ESQUERDA INCOMPATÍVEIS COM A MORAL CRISTÃ — COM A NECESSÁRIA PRECISÃO:

“Esquerda” não é bloco uniforme: há correntes e partidos diferentes, e nem toda proposta social de esquerda contraria o Evangelho.

A nossa crítica dirige-se às pautas quando formuladas em versões incompatíveis com o ensinamento católico, sobretudo quando transformam direitos em negação da vida, da família ou da liberdade.

 

1. ABORTO COMO DIREITO IRRESTRITO: a Igreja ensina que a vida humana deve ser protegida desde a concepção até a morte natural [4][8].

2. EUTANÁSIA E SUICÍDIO ASSISTIDO COMO SOLUÇÃO: a dignidade não autoriza eliminar o vulnerável.

3. FAMÍLIA REDUZIDA A CONSTRUÇÃO MERAMENTE CONTRATUAL: a Igreja defende o matrimônio (seja qual for a sua forma conforme a lei) e a responsabilidade dos pais [4].

4. SUBSTITUIÇÃO DO DIREITO DOS PAIS DE EDUCAR POR MONOPÓLIO IDEOLÓGICO ESTATAL. A igreja posiciona-se contra, porque o direito primordial de educar os filhos é dos pais, da familia;

5. ABOLIÇÃO OU NEGAÇÃO DA PROPRIEDADE PRIVADA, EM VEZ DE RECONHECER SUA FUNÇÃO SOCIAL [2][3].

6. COLETIVIZAÇÃO DOS MEIOS DE PRODUÇÃO E ECONOMIA COMANDADA INTEGRALMENTE PELO ESTADO.

7. LUTA DE CLASSES COMO PRINCÍPIO PERMANENTE, ALIMENTANDO RESSENTIMENTO E VIOLÊNCIA.

8. MATERIALISMO E SECULARISMO MILITANTE QUE EXPULSAM DEUS DA VIDA PÚBLICA E REDUZEM A RELIGIÃO A ALIENAÇÃO.

9. IDEOLOGIA LIBERDADE INDIVIDUAL.

10. RELATIVISMO MORAL QUE CHAMA DE BEM O QUE ATENTA CONTRA VIDA, FAMÍLIA, LIBERDADE RELIGIOSA OU CONSCIÊNCIA.

A HORA DA COERÊNCIA

Por isso, padres e religiosos que optam por defender o marxismo como visão total da realidade — ou que fazem da militância partidária de esquerda o centro de sua pregação — entram em choque objetivo com pontos centrais do Magistério.

Não é incoerente que um sacerdote denuncie a fome, defenda o trabalhador, visite o preso ou enfrente a exploração; incoerente é buscar essas finalidades por uma filosofia que nega Deus, dilui a pessoa na classe, legitima a luta permanente e hostiliza a propriedade, a família e a liberdade religiosa.

A OPÇÃO COERENTE, PARA QUEM FALA EM NOME DA IGREJA, É ASSUMIR A DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA, NÃO O MARXISMO.

Trata-se de uma obrigação de fidelidade ao conteúdo substancial da fé e ao ensinamento católico, não de escolher a bandeira partidária mais conveniente. A Igreja é crítica dos abusos capitalistas e do comunismo: não oferece uma “terceira via” ideológica, mas critérios cristãos para julgar qualquer sistema [5].

Se alguém, porém, rejeita conscientemente o Cristianismo em seus fundamentos e prefere servir a uma ideologia marxista ou a pautas incompatíveis com a fé, deve agir com honestidade: “largar ou abandonar a batina”, isto é, renunciar ao sacerdócio e aos votos; e “pegar numa enxada”, no sentido de buscar trabalho e prover a própria sobrevivência, EM VEZ DE SUSTENTAR UMA MILITÂNCIA IDEOLÓGICA ÀS CUSTAS DA INSTITUIÇÃO DA IGREJA.

A frase é deliberadamente severa, mas seu núcleo é simples: quem não quer representar a doutrina da Igreja não deve falar como se a representasse.

Coerência não significa silêncio diante da injustiça. Significa defender a vida inteira: o nascituro e o trabalhador, a família e o pobre, a propriedade e sua função social, a liberdade e a solidariedade.

Sem essa coerência, o religioso troca o Evangelho por propaganda e de minimizar — ou tornar-se conivente com — os crimes históricos cometidos em nome do comunismo.

A batina, quando permanece, deve testemunhar Cristo e a Doutrina Social da Igreja; quando a ideologia ocupa esse lugar, a renúncia e a enxada para trabalhar, é mais honesta que a hipocrisia.

 

Referências: CLIQUE NOS LINKS ABAIXO PARA ESTUDAR SOBRE O ASSUNTO:

[1] Compêndio da Doutrina Social da Igreja, §§ 75–78, 91–93. https://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html

 

[2] Leão XIII, Rerum Novarum, §§ 2–4, 28–29. https://www.vatican.va/content/leo-xiii/pt/encyclicals/documents/hf_l-xiii_enc_15051891_rerum-novarum.html

 

[3] Pio XI, Divini Redemptoris, §§ 7–12, 57–58. https://www.vatican.va/content/pius-xi/pt/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_19370319_divini-redemptoris.html

 

[4] Concílio Vaticano II, Gaudium et Spes, §§ 26–27, 47–48, 68–69. https://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html

 

[5] João Paulo II, Sollicitudo Rei Socialis, §§ 20–22. https://www.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_30121987_sollicitudo-rei-socialis.html

 

[6] João Paulo II, Centesimus Annus, §§ 23, 41, 48. https://www.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_01051991_centesimus-annus.html

 

[7] Congregação para a Doutrina da Fé, Libertatis Nuntius, VIII, 6–9. https://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19840806_theology-liberation_po.html

 

[8] Dicastério para a Doutrina da Fé, Dignitas Infinita, §§ 34, 47. https://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_ddf_doc_20240402_dignitas-infinita_po.html



 

terça-feira, 13 de outubro de 2026

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

domingo, 1 de março de 2026

PROFESSOR PE. FREI JOSÉ LINO LÜCKMANN, OFM

 

Frei Zeca, como ele gosta de ser chamado, ministrou aulas de português no Seminario São João Batista de Luzerna - SC, em 1972 e 1973. Em 1974 assumiu a disciplina no Seminario Santo Antonio, de Agudos-SP, onde também foi o Orientador da Segunda Ala.  Homem culto e interessado na formação dos Seminaristas, não poupava esforços para buscar a melhor formação de seus alunos. Seu berço familiar aliado a uma formação franciscana/religiosa e a uma pedagogia e metodologia  pacifica, respeitosa e cristã na condução das atividades que lhe foram confiadas pela Provincia Imaculada Conceição do Brasil, o elevaram a  referencial humano e paradigma religioso  ímpar no coração de seus alunos.

Hoje no alto de seus mais de 80 anos é reverenciado por seus saudosos ex-alunos (a maioria com mais de 50 anos)  e amado pelos seus paroquianos em Florianopolis - SC .

Era e é um religioso extremamente afeiçoado à doutrina cristã da Igreja Catolica, respeitador e estimulador de valores fundamentais, como o direito a vida desde a concepção, o direito à propriedade privada, o direito à  liberdade e a intransigente defesa de valores da familia como célula mater da sociedade.

Padres ou religiosos desta envergadura moral e espiritual são o farol a iluminar o povo cristão. Ocorre que muitos católicos se sentem enojados com o marxismo instalado na cabeça de muitos lideres religiosos, os quais descuram do norte apontado pelos principais documentos pontifícios contra o comunismo, como por exemplo, a encíclica Divini Redemptoris (1937) de Pio XI, que condena o comunismo ateu, e o Decreto contra o Comunismo (1949) de Pio XII, que excomungou católicos que professassem a doutrina marxista, em clara  oposição ao materialismo e ateísmo.

Os ex-seminaristas franciscanos que tiveram o privilégio de "passarem" pelas santas mãos e pela Orientação de professores como Frei José Lino  Lückmann, e que buscaram viver na prática o que apreenderam, fazem a diferença nestes tempos complexos em que vivemos.

Gratidão e Compromisso com seus ensinamentos: Viva nossos saudoso Professor Frei Zeca!


 

 

domingo, 25 de maio de 2025

GRATIDÃO A FREI TARCISIO THEEIS E FREI LEO SEVERINO SCHMIDT E CONFRADES - NOSSOS SEGUNDOS PAIS - AGORA EM ITUPORANGA . GRATIDÃO A TODOS NOSSOS PROFESSORES VIVOS NO CORAÇÃO DE DEUS.

 


 

 UMA PALAVRA AOS NOSSOS MESTRES: GRATIDÃO !!! AMOR !!! ORAÇÕES E ADMIRAÇÃO PARA SEMPRE.

 

 

  Na foto nosso colega Osmar Sebold, ao centro Frei Leo, e Joselino Wenke, ambos de Ituporanga - Capital da Cebola.

Nosso Diretor no Seminario Santo Antonio de Agudos - SP, FREI LÉO SEVERINO SCHMIDT, assim como nosso Padre Orientador no Seminario São João Batista de Luzerna - SC, FREI TARCISIO GERALDO THEEIS, já se encontram, entre outros confrades, na  Casa de Repouso da Provincia Franciscana - precisamente no Seminário São Francisco de Assis, em  Ituporanga, no Alto Vale do Itajaí. 


 

FREI ANSELMO HUGO SCHWEITZER, CERTA VEZ DISSE O SEGUINTE AOS SEMINARISTAS, SOBRE FREI TARCISIO: 

 

"Frei Tarcísio é santo. gostaria que vocês tivessem certeza disso, assim como eu tenho. É um homem puro, correto. Ele se preocupa demais com vocês, notem sua extrema dedicação. É um grande padre. Ele exige demais de si. (1975).

 





 GRATIDÃO E RECORDAÇÃO A OUTROS SANTOS FRADES - NOSSOS PROFESSORES - QUE DEUS CHAMOU ANTES DA IDADE PROVECTA:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 LEMBREMOS ENTÃO,  DO NOSSO PROFESSOR E AMIGO FALECIDO EM 1975.

"Realmente, Frei Pe. Anselmo Hugo Scheitzer, nas aulas de história e inglês, abria o coração e era simplesmente espetacular ouvi-lo animado, vivenciando o conteúdo das matérias que lecionava. Era o nosso “Behind”, apelido que a turma lhe deu, de tanto ouvir a frase, “benhind the door”.

Os anos seguintes revelariam o tamanho do ideal de Frei Anselmo e a sua força de ação na evolução do espírito de todos aqueles que foram seus alunos. Ao lado da brandura de Frei Pe. José Lino Luckmann, lá estava um verdadeiro exemplo de amor e vocação franciscana."
 
 
PE. FREI ANSELMO HUGO
 
Sexta-feira, dia 20/06/75, ao meio dia, falando comingo disse.Sabe Emilie, eu gostaria de morrer’.Eu estou preparado. Sempre me esforcei para fazer o bem. Deus sabe. Sempre tive boa vontade e procurei de fazer o bem. Deus prometeu 100 por um e a vida eterna. Aí está. Esta morte é uma graça. Se Deus me chamar vou feliz. Vocês não chorem. Podem sim mandar rezar uma missa. Morrer como papai morreu, é uma graça.

NASCEU 18/01/1927
ENTRADA NA ORDEM 19/12/1949
VOTOS SOLENES 20/12/1953
ORDENAÇÃO 02/07/1956
FALECIMENTO 22/06/1975
 
GRATIDÃO PARA SEMPRE, FREI ANSELMO 
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FREI SOLANO HUBNER PADRE ORIENTADOR FALECIDO EM 1972:

"Coisa engraçada a vida... Nem suspeita passava pela cabeça de todos, tão tranquilos e róseos os dias repletos de esplendor marginados de harmonia que nos concedia a vida, da dor que a fatalidade nos reservava.

Chamado por Deus, parte Frei Solano,  Orientador do seminário, rumo ao encontro marcado no alto dos céus, depois de vários meses adoentado em Curitiba.

A mórbida morte silenciou o refeitório, parou os risos e encardiu o ar da capela com um cheiro de flor de velório. E os risos? O truco, o sangue fervendo nas peladas, a ideia correndo nos campos que deixara em casa, pensando em nunca mais voltar? Nunca mais. A presença deste pensamento arrefeceu a beleza imperturbável da alegria do meu coração adolescente. Senti-me entristecido, amortalhado com aquela música fúnebre.

Frei Solano, adeus. Muitos choraram na concelebração da missa de despedida. Os seminaristas falavam de um frade carismático, humano, disciplinado e companheiro. Difendi Masson, da turma de 1971, contou que as repreensões, quando necessárias, as vezes eram de varadas simbólicas, até bem humoradas, que não chegavam a encostar nos alunos que teimavam em sair da linha.

Na capela lotada, familiares de Frei Solano, vindos do Paraná, cansados pela longa viagem, pareciam incrédulos com aquela atmosfera de despedida e de fé. Entre eles um menino, sobrinho de Frei Solano, perdia o olhar no infinito, na duvida de que não mais ingressaria no seminário..."  

(Mas...ele voltou no ano seguinte e seu nome é Tarcisio Hubner)

O entardecer baixava a sepultura, nosso frade Orientador, ex-hospede dessas plagas, que definitivamente desenhava a ponto final na história de sua vida."
 
GRATIDÃO PARA SEMPRE, FREI SOLANO.
 
O nome de batismo de Frei Solano era Miguel Hubner.
Nome religioso; Frei Solano Hubner, ofm.
Nasceu na cidade de Selbach, Rio Grande Do Sul.
Seus pais eram Verônica e Alberto Hubner, de origem alemã.
Faleceu com 2 de junho de 1972.
Seu corpo está enterrado em Joaçaba SC.
 
 
 
 FREI MAURILIO SCHELBAUER


Nosso amado Diretor em Luzerna 1972-1974.
Em 1975 foi reabrir o SEMINARIO DE RIO BRILHANTE - MS.
 
Um sêr humano extraordinario, centrado e disciplinado, lecionava aulas de MORAL CRISTÃ e CIDADANIA.
 
 Deixou muitas saudades pelo grande exemplo de vida e de franciscanismo autêntico.
 





  VEJAM SEU BELISSIMO TRABALHO:
 

 • 1959-1963 – Seminário Santo Antônio, em Agudos, SP – Prefeito de Estudos e Professor.

• 1964 – Estudos de Filosofia na Universidade Católica do Paraná, Curitiba.

• 1965 – Seminário Santo Antônio, em Agudos, SP – Reitor e Professor.

• 1966 – Convento Bom Jesus de Curitiba, PR – Mestre dos estudantes e Professor.

• 1967 – Curso “Christus Sacerdos”, em São Leopoldo, RS.

• 1968 – 1974 – Seminário São João Batista, em Luzerna, SC – Guardião e Diretor.

• 1975 – 1979 – Seminário de Rio Brilhante, MT – Reitor.

• 1980 – 1983 – Seminário Frei Rogério, em Lages, SC – Diretor.

• 1984 – 1996 – A serviço da Custódia Franciscana das Sete Alegrias, Campo Grande, MS.

• 1988 – 1993 – Ministro Provincial da Custódia Franciscana.

• 1997 – Paróquia Santo Antônio, Bauru, SP – Vigário Paroquial.

• 1998 – 2003 – Convento e Paróquia Bom Jesus, Curitiba, PR – Vigário paroquial.

• 2004 – 2006 – Convento de Santo Antônio, Rio de Janeiro, RJ – Vigário da casa e atendente conventual.

• 2007 – 2008 – Paróquia Porciúncula de Sant’Ana, Niterói, RJ – Vigário paroquial.

  * 02.05.1929      †19.07.2008


 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FREI DANILO MARQUES
 
 Foi nosso professor e Diretor em Luzerna, um frade amável, sereno e extremamente atento à boa formação dos Seminaristas.
 
    Volta e meia fazia "magicas" para animar a torcida.
 
Era muito devoto, humilde e ao mesmo tempo inteligente.
 
TAMBÉM FOI DIRETOR DO SEMINARIO SÃO FRANCISCO - EM ITUPORANGA - SC



 "- Ei, você viu o tal de Frei Danilo, o frade que chegou ontem?

 - Parece que está no portão principal.

 Uma roda de alunos escondia o misterioso rosto. Ouvia-se de longe as gargalhadas e uma cabeça branca se agitando no centro do círculo.

Hoje sei, que ao me aproximar daquele frade, algo de maravilhoso aconteceu na minha vida. A cada passo que dava em sua direção, me aproximava de um dos maiores exemplos de bondade e pureza, qualidades somente encontradas em santos frades, aqueles incríveis educadores do seminário São João Batista, meus heróis para sempre.

 - Muito prazer, sou Frei Danilo, tenho quarenta e três anos, gostaria, amiguinho, de tirar uma carta?

 - Mas o senhor é mágico?

 Realmente, foi uma doce mágica encontrar Frei Danilo nesta vida.  Foi nosso professor, Diretor, amigo do peito de todos os seminaristas, companheiro de brincadeiras, pai espiritual, “pequeno príncipe” que a todos cativava com a doçura da compreensão e do amor.

 - “Essa negra Fulô, essa negra Fulo”.

 -Quem quer declamar “Essa Negra Fulô”, de Jorge Lima?

 Além de bom na mágica (sempre tive a expectativa de vê-lo tirar um coelho do chapéu), era um poeta de mão cheia. Gostava de ensaiar teatro com os alunos, montar peças interessantes e envolver a todos na literatura brasileira.

 Grande poeta, exímio esgrimador de estrofes, sonetos e versos, mas também pelo excelente trato que dispensava aos seus seminaristas, com palavras e gestos que demonstravam amor e dedicação por uma causa que hoje compreendo melhor, a causa do Reino de Deus.

 Sem dúvida, a vida de todos brilhou intensamente no alto do morro da Vila de Luzerna.

 Fulgurou em meio a garotada, naquele belo ano de 1974, um espírito criativo, um líder inteligente, alma de criança, olhos do céu, cometa fulgurante...que hoje me deixa em silêncio, pensativo, achando que ainda vou encontra-lo por aí, em meio a uma mágica e outra.

 E, no torvelinho da correria, quando me quedo a pensar, surge uma forte saudade e, pedindo-lhe mais uma mágica, eis que surgem lembranças daquele sorriso que me acalma e consola.

 - Mais ênfase Techio, é fundamental viver a poesia!

E repetia para que eu pudesse copiar à perfeição: “Essa negra fulô, essa negra fulô”.

 (Ó Fulô! Ó Fulô! Cadê, cadê teu Sinhô que Nosso Senhor me mandou? Ah! Foi você que roubou, foi você, negra fulô? Essa negra Fulô!)"

 

• Sua presença nos seminários de Luzerna, Ituporanga, Guaratinguetá e Petrópolis, certamente foram um incentivo e um sinal para muitas gerações daqueles valores mais caros a São Francisco e que ele viveu com tanta generosidade.

Atividades na Evangelização e Pastoral

 • 1941-1945 – Seminário São Luiz de Tolosa, em Rio Negro, PR – Formação Franciscana e profissional como Irmão Terceiro: ofício de alfaiate.

• 1945 – Ano de noviciado na Ordem Primeira, em Rodeio, SC.

• 1946 – São Paulo, SP – Convento São Francisco – Curso de Alfaiate.

• 1947-1951 – Seminário São Luiz de Tolosa, em Rio Negro, PR – alfaiate.

• 1952-1954 – Noviciado São José, em Rodeio, SC – alfaiate, porteiro e fabricação de velas.

• 1955-1957 – Seminário Santo Antônio, em Agudos – alfaiate e cozinheiro.

• 1958 – Seminário São Luiz de Tolosa, em Rio Negro, PR – alfaiate.

• 1959-1967 – Petrópolis, RJ – alfaiate.

• 1968-1973 – Guaratinguetá, SP – Seminário Frei Galvão – professor e alfaiate.

Nos anos de 1970 a 1973, cursou a Faculdade Salesiana de Ciências e Letras de Lorena, SP, com licenciatura em Letras.

Em 04.11.1969, eleito Definidor Provincial para um mandato de 14 meses. Em 08.01.1971, reeleito Definidor para um triênio. Em 16.12.1973, reeleito Definidor para um segundo triênio, até 23.11.1976.

• 1974-1982 – Luzerna, SC – Seminário São João Batista – professor e diretor do seminário.

• 1983-1987 – Ituporanga, SC – Seminário São Francisco – professor e diretor do seminário.

• 1988-1995 – Israel – a serviço da Custódia da Terra Santa.

• 1996-1997 – Ituporanga, SC – Seminário São Francisco – professor e atendente conventual.

• 1998-2008 – Petrópolis – Sagrado Coração de Jesus – Vigário paroquial e atendente conventual.

 

 HOJE, CRAVADOS NO TEMPO MEIO SÉCULO, ENTENDO DO PORQUÊ PERMANECE VIVA NA MEMÓRIA DO CORAÇÃO DA NOSSA TURMA, A FIGURA ÍMPAR DAQUELES FORMADORES QUE FAZIAM O SEMINÁRIO PULSAR NO RITMO FRANCISCANO:

 Frei Maurílio Schelbauer, diretor - Frei Danilo Marques da Silva, diretor -  Frei Tarcísio Theeis, Orientador - Frei Anselmo Hugo Schweitzer, professor - Frei José Lino Luckmann, professor - Frei Flaviano Decksler, Frei Francisco Orth, professor - Frei Elói Piva, professor - Frei Celso Chiarelli, professor - Dulce Zanini, professora - Irmã Lurdes Piccini, professora - Frei Aloisio Hellmann, irmão, motorista caminhão - Frei Isidoro Back, irmão - Frei Olivério Finger, irmão, padeiro e marceneiro - Frei Rainério Soares da Silva, irmão, padeiro e marceneiro - Frei Bruno Kreling, Paróquia de Luzerna - Frei Sérgio Hillesheim, benfeitor de Pato Branco -  Clara, Sueli e Valéria, cozinheiras - Ilse, lavanderia.