quarta-feira, 12 de outubro de 2016

IRMÃO DINO GIRARDELLI

De Besagno di Mori – Itália - para o Brasil!


O menino Dino nasceu na Itália, entre as belas montanhas de Besagno di Mori, no dia 14 de abril de 1935. 
Filho de Maria Ferrari e Cesare Girardelli, tem mais cinco irmãos. Dois deles já falecidos eram Antônio, que morreu no confronto com as tropas russas na Segunda Guerra Mundial, e Cesarina, que foi vitimada pelo câncer.
Ainda adolescente, sentiu o chamado do Senhor para a vida religiosa. Deu o seu sim, entrando para a Congregação dos Filhos de Maria Imaculada – Pavonianos. Depois de um breve período transcorrido no Seminário Arquidiocesano de Trento, transferiu-se em 1952 para o Seminário Pavoniano de Tradate, para terminar os estudos do Ensino Médio e se tornar missionário. Aos 22 anos, ainda bem jovem, deixou os seus familiares e sua pátria e veio para o Brasil, colocando-se a serviço da juventude. 
Chegou ao Brasil em 3 de junho de 1957. Corajoso e com espírito empreendedor, realizou essa viagem sem nenhum acompanhante, tendo em seu coração o despojamento e a vontade de servir e nunca decepcionar os que nele confiaram: seus pais, irmãos e a sua congregação.
Ao desembarcar no Rio de Janeiro, quis a Providência Divina que ali, no porto, ele se encontrasse com o Ir. Rino Questa, que embarcava de férias para a Itália. Ambos se conheceram ali e, a partir daquele momento, tornaram-se grandes amigos. 
Ainda em junho de 1957, foi enviado para Rio Bananal, Espírito Santo, como noviço da congregação. Em 8 de dezembro de 1958, emitiu os seus primeiros votos religiosos. Permaneceu no Espírito Santo até dezembro de 1959. Desta data até o final de 1964, trabalhou no Colégio São José. A partir de 1965, trabalhou em Elói Mendes, no Colégio São Luís, até 1970. Em seguida, retornou para Pouso Alegre como professor de Geografia e depois ecônomo da comunidade até 1983.
Nesse período, criou as 4 primeiras séries do Ensino Fundamental e a Educação Infantil, a fim de que o colégio não ficasse ocioso à tarde e pudesse oferecer aos pequenos um ensino de qualidade. 
Posteriormente foi enviado a Brasília. Realizou um exímio trabalho na capital como responsável pela economia do Centro Educacional de Audição e Linguagem Ludovico Pavoni (CEAL/LP), que trabalha com pessoas com deficiência auditiva. 
Em 1985, foi designado para trabalhar no Colégio São Luís, em São Leopoldo, Rio Grande do Sul. O Colégio São Luís passava por dificuldades e Ir. Dino, com seu dinamismo, conseguiu dobrar o número de alunos. Construiu salas para a Educação Infantil e ampliou as dependências do colégio. Com seu temperamento extrovertido e carismático, conquistou o Rio Grande do Sul e fez muitos amigos. 
Cumprida sua missão no Sul do Brasil, em 1992, foi designado ecônomo da província pavoniana, indo morar em São Paulo. Permaneceu nessa função durante cinco anos. Em 1997, retornou a Pouso Alegre como diretor do Colégio São José, o qual dirige com dinamismo e seriedade. 
Ir. Dino foi agraciado com o título de cidadão pouso-alegrense e cidadão eloiense, conquistando também a cidadania brasileira.
Atualmente a bela Itália passou a ser apenas lugar de visita para amenizar as saudades dos familiares, dos amigos e dos mágicos lugares onde passou a sua infância.

Pe. HERBERT EWALDO WETZEL SJ


Primeiro a esquerda Pe. Herbert Ewaldo Wetzel (Casa Conceição) - Gemma e Santo Techio

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

O ADEUS


       
                   
Quatro anos passam depressa, quando se é adolescente.
Em 05 de dezembro de 1975, chegamos ao fim de nossa convivência.
Acompanhados pelos pais, festejamos a despedida com um almoço festivo.
O Seminário São João Batista recepcionava as famílias de seus seminaristas.       
Às 17 horas procedeu-se a cerimônia de formatura, na capela, com uma missa.
Aquela comunidade religiosa era exemplar. Era amorosa.
Por isso entendo, hoje, o motivo de permanecerem vivos em minha memória.
Às 20 horas aconteceram as despedidas, no anfiteatro.
Estávamos todos lá:

Cesar Techio,  Coraldino R. Netto, Darcy Somensi, Egidio Antonio Bóliz, Elói J. Felini, Fernando Deon, Flávio Sartori, Francisco Morais, Geraldo Turcatto, Gilberto Pagliarim, Idavir Mascarelo, Leodir Fontana,   Maurílio de Rossi, Milton da Cunha, Navílio Adriano, Moacir José Agnes, Otávio Dalpubel, Reinaldo Schereiner, Valmor Simom, Vilmar Matiello,   Zeferino de Marco.

No discurso que encerrou quatro anos de convivência, as seguintes palavras:

Há quatro anos, aqui chegamos com uma vocação, plantinha pequena ainda, mas que aos poucos foi vicejando; a de sermos franciscanos.
E veio gente de todos os rincões; de Concórdia, Joaçaba, Chapecó, Jaborá, Santo Amaro da Imperatriz, Pato Branco, Xaxim, Chapecó, Brusque, entre outros.
Aqui encontramos quem nos recebeu com carinho e amor, os padres e irmãos franciscanos; sim, vocês queridos frades, foram nossos segundos pais.
Aqui passamos os melhores tempos de nossa adolescência.
 Foram anos de estudo, trabalho, esportes, alegrias e provações. Anos de intensa formação espiritual. Anos vividos em família.
Vocês padres professores, foram para nós, pais carinhosos que souberam compreender nossas fraquezas e nossos defeitos.
Seus corações sempre cheios de ternura e compreensão, não mediram sacrifícios, nem pouparam esforços para nos encaminhar pela senda da virtude e do dever.
As luzes dos vossos espíritos cultos unido ao calor de seus bondosos corações, a energia e disciplina de suas atitudes, foram as grandes qualidades que nos serviram de guia.
Alexandre Magno disse dever mais a Aristóteles, seu mestre, do que a Felipe seu pai, pois se este lhe dera o pão que nutre o corpo, aquele lhe dará o alimento que nutre o espírito.
Vocês queridos mestres, Frei Danilo, Diretor; Frei Tarcísio, Pe. Orientador; Professora Dulce Zanini, nossa querida professora, com quem aprendemos a gostar de matemática; Frei Aloísio que por tantos anos vem trabalhando pela comunidade; Frei Isidoro, Frei Rainério; Frei Maurílio e Frei Olivério que estão atualmente no Seminário de Rio Brilhante no Mato Grosso. Frei Flaviano, Frei José Lino e, em especial, Frei Anselmo.
Frei Anselmo, falecido neste ano de 1975, foi professor de inglês, história e música.
Foi um grande amigo dos seminaristas.
Dedicado e amoroso que não conheceu descanso nem repouso, enquanto soube que ali havia um aluno, um seminarista, necessitando de seu amparo espiritual ou intelectual.
Nada o detinha no cumprimento do dever. Sacrificava o seu bem-estar, pelo bem-estar dos outros, e isso com um interesse apostólico, elevado nível do sacrifício.
Sua missão, inspirada nas lições do Evangelho, produziram bons frutos.
A ele o preito de gratidão e saudade.
Bendita, sua memória e, ao rememora-la, teremos sempre presente sua figura de apóstolo, suas lições e seus exemplos que tão fundo calaram em nossas almas. (A ele um minuto de silêncio).
Fiquem certos, mestres, que saberemos conservar no mais íntimo da nossa alma, a lembrança dos dias felizes que passamos juntos e haveremos de invocar, em todas as situações que a vida nos há de proporcionar, as vossas imagens tutelares, lembrando-nos então, dos conselhos paternais que, com tanto carinho nos prodigalizastes.         
Este dia jamais esqueceremos.
Adeus Seminário, Deus te guarde

terça-feira, 4 de outubro de 2016

AGUDOS 1975

1975 em Agudos SP, a força do Triangulo, junta, reunida, misturada..# manos Sebastião ,Sergio e Francisco..e Sergio Decker...Angelo Vanazzi... — com Angelo Currioletti, Severino Clasen, Sérgio Decker, Sergio Besen, Paulo Cesar Gomes, Sebastião Besen, Licerio christ, Angelo Vanazzi, Dilço Tessaro,Sávio Lickmann e Laino Pletsech.

PREFEITO JOÃO GIRARDI


sexta-feira, 22 de abril de 2016

O MUNDO AINDA TEM GRANDES E BONS EXEMPLOS DE VIDA!

Frei Tarcísio e Frei José Lino, porque o mundo ainda tem grandes exemplos de vida!

terça-feira, 12 de abril de 2016

CARTA DO PAPA: A ALEGRIA DO AMOR

A ALEGRIA DO AMOR - PAPA FRANCISCO, já vem tarde orientações que mandam acolher casais divorciados, mas a Igreja ainda precisa acabar com os dogmas. Os evangélicos estão dando exemplo e a frente, faz muito tempo. É preciso acolher a todos com amor, sem preconceito que não é próprio de quem se diz cristão e ainda por cima líder religioso. É preciso viver o que Cristo ensina, na prática. A Igreja Católica estava devendo essa. Viva o Papa Francisco! VIVA TODOS OS CRISTÃOS QUE SÃO ALEGRES DO AMOR, SEM CONDIÇÕES!!

quinta-feira, 24 de março de 2016

DEFENSORIA PÚBLICA QUER SABER DO GASTO DE 2 MILHÕES COM LABORATÓRIOS PARA DIZER QUE A PILULA DO CÂNCER NÃO DÁ CERTO. MAIS UMA MARACUTAIA

Criador da 'pílula do câncer' rebate resultados negativos de estudos


Omar Freitas/Folhapress
Saúde + Ciência 02.03.2016 - Gilberto Chierice, professor da USP que sintetizava a fosfoetanolamina, substância conhecida como 'pílula do câncer'. (Foto: Omar Freitas/Folhapress)
Gilberto Chierice, professor da USP que sintetizava a fosfoetanolamina


O professor aposentado de química da USP Gilberto Chierice, o "pai" da fosfoetanolamina sintética, que ficou conhecida como "pílula do câncer questionou, em um ofício da Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro, os resultados independentes sobre a ação da droga.
Os testes fazem parte da investigação patrocinada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e tiveram resultados divulgados nesta semana. Em resumo, eles apontam a segurança dos componentes da fórmula e uma ineficácia em agredir células tumorais in vitro.
Outra constatação foi o baixo teor de fosfoetanolamina na cápsula: menos de um terço do total. A resposta de Chierice a essa crítica é a de que a "fosfo" e ácida, "portanto, para ser ingerida, tem que ser neutralizada, o que é feito com sais de cálcio, magnésio e zinco".
O aparecimento de outras substâncias -monoetanolamina protonada e fosfobisetanolamina-, segundo o químico, poderiam ser "produto de degradação durante o processo de análise".
Curiosamente, uma dessas substâncias "piratas", a monoetanolamina, e somente ela, mostrou razoável efeito antitumoral nos testes.

Editoria de arte/Folhapress
Pílula anti-câncer

Além de Chierice, Durvanei Augusto Maria também participou da elaboração do documento da Defensoria Pública. Originalmente ele fazia parte do mesmo grupo de trabalho do MCTI que analisa a "pílula do câncer". Segundo ele, um dos problemas dos estudos foi a ordem de grandeza testada, até 100 vezes menor que aquela já usada em outros testes.
A comparação com a droga antitumorais clássicas como a cisplatina revelou que a monoetanolamina é 3.000 vezes menos potente, em seu melhor desempenho.
O motivo da estridente diferença seria que a fosfoetanolamina, por ser uma molécula já presente no organismo, só "em excesso" poderia ter alguma ação farmacológica observável. Dessa forma, a "fosfo", que é um lipídio, com sua mera presença na membrana celular, influenciaria o funcionamento de diversas moléculas importantes para o funcionamento da célula -inclusive a tumoral.
"Não há uma concentração em que ela se torne tóxica. Pode-se dar uma maior dose para conseguir suplantar o metabolismo que a célula já tem." Um dos testes, realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Ceará, afirma Maria, usou uma formulação de sua autoria que está patenteada no exterior –por isso, diz, solicitou reiteradamente sua exclusão do grupo de trabalho.
O ofício foi assinado pelo defensor público federal Daniel de Macedo Alves Pereira, encaminhando nesta terça (22) para a secretária executiva do MCTI Emília Maria Silva Ribeiro Curi, que ainda não avaliou o documento.
A discussão tomou fôlego na mesmo dia em que o Senado aprovou o projeto de lei que autoriza produção, importação e uso da fosfoetanolamina, mesmo sem aprovação da Anvisa.
Por fim, o ofício da Defensoria Pública da União pede que sejam esclarecidos o dispêndio da ordem de R$ 2 milhões para essa etapa da pesquisa patrocinada pelo MCTI, apresentando os "fatores que determinam gastos e lucro obtido por cada um dos laboratórios envolvidos" e dá um prazo de dez dias para que isso ocorra.

sexta-feira, 18 de março de 2016

MANIFESTO A FAVOR DE SÉRGIO MORO 17 03 2016 JUÍZES FEDERAIS





 
"A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) vem a público manifestar total apoio ao juiz federal Sérgio Moro, titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, na condução dos processos relacionados à Operação Lava Jato.

O juiz federal Sérgio Moro retirou o sigilo do processo de interceptação telefônica deferido judicialmente – com concordância do Ministério Público Federal – em face do ex-presidente Lula, que revela diálogos de graves repercussões, inclusive com a presidente da República Dilma Rousseff.
O artigo 5º, LX, da Constituição Federal estabelece como princípio a publicidade dos atos processuais. A prova resultante de interceptação telefônica só deve ser mantida em sigilo absoluto quando revelar conteúdo pessoal íntimo dos investigados. Tal não acontece em situações em que o conteúdo é relevante para a apuração de supostas infrações penais, ainda mais quando atentem contra um dos Poderes, no caso o Judiciário.

“Nos termos da Constituição, não há qualquer defesa de intimidade ou interesse social que justifiquem a manutenção do segredo em relação a elementos probatórios relacionados à investigação de crimes contra a Administração Pública”, diz a fundamentação da decisão do juiz federal Sérgio Moro.

As decisões tomadas pelo magistrado federal no curso deste processo foram fundamentadas e embasadas por indícios e provas técnicas de autoria e materialidade, em consonância com a legislação penal e a Constituição Federal, sempre respeitando o Estado de Direito. No exercício de suas atribuições constitucionais, o juiz federal Sérgio Moro tem demonstrado equilíbrio e senso de justiça.

A Ajufe manifesta apoio irrestrito e confiança no trabalho desenvolvido com responsabilidade pela Justiça Federal no Paraná, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, bem como pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal – todas a partir da investigação da Polícia Federal, Receita Federal e do Ministério Público Federal.

A Ajufe não vai admitir ataques pessoais de qualquer tipo, principalmente declarações que possam colocar em dúvida a lisura, a eficiência e a independência dos juízes federais brasileiros".

quarta-feira, 16 de março de 2016

SANTO BENVENUTO TECHIO: MOMENTOS DE UMA VIDA. 90 ANOS DE IDADE.

SANTO BENVENUTO TECHIO: MOMENTOS DE UMA VIDA. 90 ANOS DE IDADE.