segunda-feira, 22 de junho de 2015

FREI ANSELMO HUGO SCHWEITZER: ANIVERSÁRIO DE 40 ANOS DE MORTE.



Se é verdade que do sangue dos mártires se fizeram os grandes santos da Igreja, também é verdade que do esforço dos  professores e orientadores dos seminários (irmãos e padres), se fizeram os grandes franciscanos de hoje. 

Um olhar para o passado longínquo, recente e para a atualidade, mostram esforçados mestres franciscanos das mais diversas ciências (teologia, história, música,  física, línguas, ética, deontologia, filosofia, entre outras), num contínuo esforço para formar seus pares, mas também cidadãos conscientes,  pessoas de reta conduta, comprometidas com ideais de amor ao próximo e com os princípios cristãos.

 Mestres também foram e são os irmãos franciscanos, que sustentam com o seu trabalho diário, exemplo de humildade, lealdade de doação e vocação pelo bem da humanidade.
 
Um destes mestres foi FREI ANSELMO HUGO SCHWEITZER, professor de música, inglês e história no Seminário menor São João Batista, em Luzerna – SC nos finais dos anos 60, até 1975.

 Os pais de Frei Anselmo se chamavam:
JOSE ANTONIO SCHWEITZER, 12 de janeiro de 1890 e
MARIA SCHMITZ, 1894

Eram em 8 irmãos e irmãs:
Hilda Inez SCHWEITZER, 1915- religiosa, falecida
Tecla Frida SCHWEITZER, 1916- religiosa, irmã Julieta.
Luzia Maria SCHWEITZER, 1919- religiosa, falecida
Zeno Antônio SCHWEITZER, 1920- Padre, falecido
Emília Anastácia SCHWEITZER, 1923- religiosa, falecida neste mês de junho de 2013.
Úrsula Olívia SCHWEITZER, 1925- religiosa, falecida
Anselmo Hugo SCHWEITZER 1927-
Pedro Elyseu SCHWEITZER, 1928-  faleceu em 2013.

IRMÃ LÚCIA nos relata que: “No fim de 1974 veio mais uma vez ao Mato Grosso. Como não estava bem do coração, convidou um confrade para vir em sua companhia. Chegaram às vésperas do Natal. Estavam alegres. Gostou muito de ver como os pescadores tiravam do cercado do rio grandes peixes. Dizia, rindo: ‘Os peixes pulam na água como cavalos’. Depois de oito dias, despediu-se para a viagem de volta. Era uma noite linda de luar do Mato Grosso, pode-se dizer uma noite prateada. Disse. ‘Estou contente em vê-la feliz. Outra vez que eu voltar ao Mato Grosso, quero ver o pantanal. Escreveu um mês depois. Tive hemorragia nasal. Perdi 2/3 do sangue. Já não tenho forças. QUANDO O SACERDOTE ME UNGIU, ESTENDI MINHAS MÃOS COM TODO O ABANDONO A VONTADE DE DEUS. FIZESSE DE MIM O QUE QUIZESSE. ESTOU CONTENTE EM MORRER”

Hoje, nesta manhã deste belo dia de inverno de 22/06/2015,  fazem 40 anos que Frei Anselmo faleceu, no Hospital Santa Teresinha, em Joaçaba – SC.

Seu velório ocorreu em clima de consternação mas também de FESTA FRANCISCANA, no Seminário São João Batista, em Luzerna – SC e seu enterro foi no dia seguinte, 23/06/1975 no Cemitério de Joaçaba – SC.

PE. FREI ANSELMO HUGO SCHWEITZER
Sexta-feira, dia 20/06/75, ao meio dia, falando comigo disse: “Sabe Emilie, eu gostaria de morrer. Eu estou preparado. Sempre me esforcei para fazer o bem. Deus sabe. Sempre tive boa vontade e procurei de fazer o bem. Deus prometeu 100 por um e a vida eterna. Aí está. Esta morte é uma graça. Se Deus me chamar vou feliz. Vocês não chorem. Podem sim mandar rezar uma missa. Morrer como papai morreu, é uma graça.”
NASCEU 18/01/1927
ENTRADA NA ORDEM 19/12/1949
VOTOS SOLENES 20/12/1953
ORDENAÇÃO 02/07/1956
FALECIMENTO 22/06/1975


Foto de 1972









quinta-feira, 18 de junho de 2015

NOVA ENCÍCLICA DO PAPA FRANCISCO: "LAUDATO SI" - ECOLOGIA HUMANA E CLIMA.



"Laudato si - sobre o cuidado da casa comum”. 


É a nova Encíclica do Papa Francico. O texto trata da ecologia humana e o clima está no centro das preocupações apresentadas pelo pontífice.  Além disso, são apontadas as problemáticas e desafios de preservação e prevenção, como também aspectos da proteção à criação e questões como a fome no mundo, pobreza, globalização e escassez.  

Este é o primeiro documento escrito integralmente pelo pontífice, que buscou inspiração nas meditações de São Francisco de Assis, patrono dos animais e do meio ambiente. Em 2013, no início do pontificado do papa Francisco, o primeiro documento publicado foi "Lumen Fidei", que já tinha sido iniciado pelo papa emérito Bento XVI.

Em consonância com a encíclica do papa, em 2016, a Campanha da Fraternidade Ecumênica da CNBB terá como tema “Casa comum, nossa responsabilidade”. A atividade será coordenada pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic).

Conversão ecológica

Ao final da Audiência Geral da quarta-feira, 17, o papa Francisco disse que a Terra tem sido maltratada e saqueada. “Esta nossa ‘casa’ está sendo arruinada e isso prejudica a todos, especialmente os mais pobres. Portanto, o meu apelo é à responsabilidade, com base na tarefa que Deus deu ao ser humano na criação: 'cultivar e preservar' o 'jardim' em que ele o colocou. Convido todos a acolher com ânimo aberto este Documento, que está em sintonia com a Doutrina Social da Igreja”, exortou Francisco.

O papa explicou que o nome da Encíclica foi inspirado na invocação de São Francisco “Louvado sejas, meu Senhor”, que no Cântico das Criaturas recorda que a terra pode ser comparada com uma irmã e uma mãe.


A nova Encíclica é composta por seis capítulos, são eles: “O que está a acontecer à nossa casa”, “O Evangelho da criação”, “A raiz humana da crise ecológica”, “Uma ecologia integral”, “Algumas linhas de orientação e ação” e “Educação e espiritualidade ecológicas”.

Ao longo do texto, o papa convida a ouvir os gemidos da criação, exortando todos a uma “conversão ecológica”, a “mudar de rumo”, assumindo a responsabilidade de um compromisso para o “cuidado da casa comum”.

“Deus, que nos chama a uma generosa entrega e a oferecer-lhe tudo, também nos dá as forças e a luz de que necessitamos para prosseguir. No coração deste mundo, permanece presente o Senhor da vida que tanto nos ama. Não nos abandona, não nos deixa sozinhos, porque Se uniu definitivamente à nossa terra e o seu amor sempre nos leva a encontrar novos caminhos. Que Ele seja louvado!”, disse Francisco ao final da Encíclica. (Fonte CNBB)

quarta-feira, 17 de junho de 2015

HENRIQUE PIZZOLATO: ITALIA, madre o matrigna.


Cesar Techio
Economista – Advogado


Non è del senso comune,, del modo di pensare della maggioranza delle persone o delle nozioni facilmente ammesse alla prima notizia, che è solito esecrare innocenti, che passo ad analizzare aspetti fondamentali della difesa di Henrique Pizzolato, ex direttore di marketing della Banca del Brasile, condannato per unanimità per corruzione passiva, lavaggio di denaro e peculato doloso dal STF.

Lui è stato accusato di aver autorizzato personalmente antecipazioni di pagamenti della pubblicità del 'FUNDO VISANET', nel valore di 73,8 milioni di reais, risorse che avrebbero alimentato uno scandalo, conosciuto come 'mensalao', secondo l'accusa. In cambio, avrebbe ricevuto un pacco con 326 mille reais. Tuttavia, dalle prove apparre uno sbaglio giudiziale che rimane negli annali della storia come quelli uguali a Gesù Cristo, quando la moltitudine, per motivi inconfessabili e insufflata dalla mass media dell'epoca, lo condanarono e lo urtarono alla morte.

Le contundenti prove sono state stranamente ignorate, agli orecchi del Ministro Joaquim Barbosa, relatore dell'azione penale 477, anche se la difesa ha gridato a gran voce.

Funzionario di carriera della Banca del Brasile per 33 anni (pertanto non indicato alla carica) è stato accusato di deviare denaro pubblico di un fondo privato che appartiene a 26 azionisti, tra i quali la Banca del Brasile. La VISANET è un'impresa multinazionale con autonomia di gestione interna, amministrata da comitati interni, independenti e senza qualsiasi vincolo con la Banca del Brasile, i quali decidono se approvano o no le spese con pubblicità. La difesa è grande nel dimostrare le prove secondo le quali Henrique Pizzolato nom è mai stato gestore, neanche ha fatto parte o ha avuto qualche potere per liberare denaro della VISANET.

il documento dell'Istituto di Criminalista della Polizia Federale nr. 2828, di 2006, ha concluso l'indagine realizzata nella VISANET, indicando i nomi delle persone resposabili per tutti gli avvenimenti e transazioni dell'impresa, in cui il nome di Henrique Pizzolato non è stato nemmeno nominato una volta. Nonostante, il Procuratore Generale ha fatto una lettera coinvolgendo il suo nome, un assurdo innaccettabile.

Dal video del giudizio che ho seguito parecche volte, secondo il voto dei Ministri, Henrique Pizzolato è accusato quattro volte di peculato e deviazione di denaro della VISANET, dove appaiono date e valori certi.

Tuttavia, la difesa dimostra che consultando i documenti che si trovano negli atti del processo, nelle date citate, le autorizzazioni di trasferenza di valori sono da lavra di altre due persone.

La difesa é prodiga nel dimostrare che la lettera di nomina della Banca del Brasile, con registro in studio notarile, mostra un'altra persona come responsabile per tutti i ricorsi, rapporti e transazioni tra la VISANET e la Banca del Brasile. Henrique Pizzolato è accusato di agire da solo.

Tuttavia, lo statuto della Banca del Brasile torna impossibile qualsiasi decisione individuale nella liberazione di valori. Tutte le decisioni sono collegiate e realizzate da Comitati: chi chiede non contratta; chi contratta non paga; chi paga non fiscalizza; di conseguenza chi fiscalizza non   contratta. Ma, la peggio delle ingiustizie che il nostro compaesano soffre con una sentenza che dovrà essere annulata e rivista, è il disprezzo per la sua cittadinanza da parte del Governo Italiano.

Henrique Pizzolato, certamente non può essere paragonato a Cesare Battisti, un terrorista condannato dalla Giustzia Italiana all'ergastolo, dovuto la morte codarda di cittadini italiani, la cui permanenza in Brasle è stata uno scherno alla promessa bilaterale di reciprocità tra Italia e Brasile, che si sperava fosse osservata dall'allora presidente della Repubblica Brasiliana Luis Inacio Lula da Silva. Nel caso di Pizzolato sembra mancanza di umanità del governo italiano che disprezza la cittadinanza concessa ad un 'oriundo'. Sarà che non basta i suoi ascendenti essere stati espulsi dalla patria madre, l' Italia a causa della fame e della miseria? Il debito dell'Italia verso i suoi discendenti in un caso come questo - dovrebbe essere pagato con un minimo di rispetto e sensibilità in modo di evitare che Henrique Pizzolato sofresse rischi alla sua integrità fisica ed emozionale nelle marcite, disastrose e notoriamente mostruose galere brasiliane.



Pensiero della settimana: "Oriundi", il cittadino italiano Henrique Pizzolato non scappare. Tornò in patria dei loro antenati, che si aspettavano di essere madre e non matrigna.



HENRIQUE PIZZOLATO: ITÁLIA, MÃE OU MADRASTA?




Cesar Techio
Economista – Advogado
        Não é do senso comum, do modo de pensar da maioria das pessoas ou das noções facilmente admitidas na primeira notícia que costuma execrar inocentes, que passei a analisar aspectos fundamentais da defesa de Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, condenado por unanimidade por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato doloso pelo STF. Ele foi acusado de autorizar pessoalmente antecipações do pagamento da publicidade do Fundo Visanet, no valor de R$ 73,8 milhões, recursos que teriam alimentado o “mensalão”, segundo a acusação. Em troca, teria recebido um pacote com R$ 326 mil.  Todavia, das provas exsurge um erro judicial que permanecerá nos anais da história como daqueles iguais a de Jesus Cristo, no qual a multidão, por motivos inconfessáveis e insuflada pela mídia da época, o condenaram e empurram para a morte.

     Mesmo gritadas, pela defesa oral, aos ouvidos do ministro-relator da Ação Penal 470, Joaquim Barbosa, as contundentes provas da inocência de Henrique Pizolatto foram incrível e estranhamente ignoradas. Funcionário de carreira do Banco do Brasil por 33 anos (portanto não indicado para o cargo) ele foi acusado de desviar dinheiro público de um fundo privado pertencente a 26 acionistas, entre os quais o Banco do Brasil. A Visanet é uma empresa multinacional com autonomia de gestão interna, administrada por comitês internos, independentes e sem qualquer vinculação com o Banco do Brasil, os quais decidem se aprovam ou não gastos em propaganda. A defesa é sobeja em demonstrar provas de que Henrique Pizzolato nunca foi gestor, fez parte ou possuiu qualquer poder para liberar verbas da Visanet. Laudo do Instituto de Criminalística da Polícia Federal, n° 2828 de 2006, conclusivo de investigação realizada na Visanet, indica os nomes das pessoas responsáveis por todos os eventos e transações da empresa sendo que o nome de Henrique Pizzolato não foi mencionado sequer uma única vez. Não obstante, o Procurador Geral faz uma carta de encaminhamento envolvendo seu nome, um absurdo inaceitável. 

       Vi os vídeos do julgamento várias vezes. No voto dos Ministros, Henrique Pizzolato é acusado quatro vezes de peculato e desvio de dinheiro da Visanet com datas e valores certos. Todavia, a defesa demonstra que, consultando os documentos que se encontram nos autos do processo, nestas mesmas datas, as autorizações de transferência de valores são da lavra de outras duas pessoas. A defesa é pródiga em demonstrar que a Carta de Nomeação do Banco do Brasil, com registro em cartório, mostra outra pessoa como sendo a responsável por todos os recursos, relacionamento e transações entre a Visanet e o Banco do Brasil. Henrique Pizzolato é acusado de agir individualmente. Todavia, o Estatuto do Banco do Brasil torna impossível qualquer decisão individual na liberação de valores. Todas as decisões são colegiadas e realizadas por comitês: quem demanda não contrata; quem contrata não paga; quem paga não fiscaliza; consequentemente quem fiscaliza não contrata. Mas, pior do que as injustiças que nosso conterrâneo sofre, com um julgamento que deverá ser anulado e revisto, é o desprezo por sua cidadania por parte do governo italiano. 

      Henrique Pizzolato por certo não pode ser igualado a Cesare Battisti, um terrorista condenado pela justiça italiana à prisão perpétua pela morte covarde de cidadãos italianos, cuja permanência no Brasil foi um escárnio à promessa bilateral de reciprocidade entre Itália e Brasil, que se esperava fosse cumprida pelo então presidente da República Luis Inácio Lula da Silva. No caso de Pizzolati, soa como falta de humanidade do governo italiano desprezar a cidadania concedida a um “oriundi”. Será que não basta seus ascendentes terem sido expulsos da pátria mãe Itália, pela fome e pela miséria? A dívida da Itália para com os descendentes de italianos – num caso como este – deveria ser paga com um mínimo de respeito e sensibilidade, que evitasse que Henrique Pizzolato sofresse riscos quanto a sua integridade física e emocional nas apodrecidas, desastrosas e notoriamente monstruosas cadeias brasileiras. 

  Pensamento da semana: “Oriundi”, o cidadão italiano Henrique Pizzolato não fugiu. Retornou à pátria de seus antepassados, que esperava fosse mãe e não madrasta.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

"PADRÃO FIFA”, BAAAH!

Cesar Techio
Economista – Advogado
    


    Quem diria, foi preciso o FBI prender em Zurique, na Suíça, sete dirigentes e cinco executivos da FIFA, indiciados por extorsão e corrupção, para que no Brasil, o COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), despertasse.  E no início desta semana, o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, também foi indiciado por lavagem de dinheiro, evasão de divisas, falsidade ideológica e falsificação de documento público. Meio bilhão de reais foi o valor que o dirigente movimentou na sua conta pessoal. O COAF estava fazendo o que, nestes últimos três anos? Mas, o que mais impressiona é que por trás da estrutura do futebol, torcedores contribuem financeiramente para concentrar altos valores nas mãos de dirigentes espertalhões, que enriquecem explorando a paixão popular. E, convenhamos, a cartolagem do futebol é perfeitamente dispensável para a prática do esporte. Nesta senda, não dá para entender como é possível tanta gente perder tanto tempo sentada para ver um monte de pernas peludas correndo atrás de uma bola. Não deveria ser o contrário? Ao invés de sentar na arquibancada o povo é quem deveria jogar. Seria muito mais democrático participativo e divertido.

          Mas, realmente, o que chama a atenção nesta história, é que foi preciso a justiça americana dos EUA, intervir na roubalheira do futebol mundial para que o COAF, o Ministério Público, a Polícia Federal, o Ministério da Justiça e o Congresso Nacional começassem a agir. E olha que o Romário já vinha denunciado a corrupção na CBF há muito tempo. Senador da República ele tem se esmerando nos últimos anos para moralizar o esporte. Finalmente, neste 1º de junho de 2015 recebeu apoio do procurador-geral da República Rodrigo Janot. E já existem assinaturas suficientes para a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a roubalheira no futebol brasileiro. Aliás, ultimamente sentimos certo alívio com a ação da justiça e da polícia que vai pegando peixinhos e peixões em investigações brilhantes e corajosas por todo o país.  E não se trata de pescaria de aquário ou no Rio dos Queimados, mas de pescaria de alto mar, cujas profundezas obscuras trazem peixes gigantes, das mais variadas matizes.

         A propósito, a seleção brasileira foi blindada no início deste mês de junho, na Granja Comary, local onde se prepara para a Copa América. Os jogadores foram proibidos de comentar a investigação da FIFA, como se não fossem pessoas adultas e não tivessem personalidade ou opinião própria. Por que será? Ora, com este quadro, não é defeso questionar se a vergonhosa derrota do Brasil na Copa do Mundo de 2014 não teve o dedo da corrupção padrão FIFA. Que estrondosos erros defensivos foram aqueles, os das pernas de pau, ou melhor, caras de pau? A seleção saiu vaiada e os brasileiros humilhados. Afinal, foi incompetência ou corrupção, na linha do que estamos vendo hoje? “Padrão FIFA”, baaah!

Pensamento da semana: "Algum ortopedista pode me explicar como uma joelhada no Neymar deixou 11 paraplégicos?" Klatu

quarta-feira, 27 de maio de 2015

ESTRANGEIROS X VAGAS DOS TRABALHADORES BRASILEIROS = DECISÃO DO CONSUMIDOR CIDADÃO





 Cesar Techio
Economista – Advogado

         Era só o que faltava. Além da grave crise econômica que está matando os brasileiros, frigoríficos, cooperativas e outras empresas do setor agroindustrial estão contratando, a todo o vapor, trabalhadores estrangeiros num absurdo desprezo à mão de obra nacional. Segundo o IBGE, neste mês de maio de 2015, a taxa de desemprego chegou a 7,9% chegando a 8 milhões de trabalhadores desempregados. E isso num quadro no qual 50% buscam a sobrevivência de suas famílias na informalidade, ou seja, sem carteira de trabalho assinada, sem FGTS, sem previdência social, habitando em favelas ou em sub-habitações. Todo mundo sabe, que para contratar mão de obra estrangeira é preciso que os empregadores comprovem ao Ministério do Trabalho e Emprego, real necessidade, uma vez que a prioridade é contratar e manter o emprego de trabalhadores nacionais.

         Desconsiderando esta realidade, a absorção de mão de obra estrangeira braçal segue uma lógica capitalista exploradora, impiedosa, altamente prejudicial ao desenvolvimento do país, na medida em que mantém os níveis salariais baixos e gera desemprego. Portanto, acaba com o poder de compra, detonando a demanda por produtos e serviços, o que gera queda na produção e mais desemprego, num efeito dominó. O caos já se instalou na Europa, que é rica. Aqui, num país pobre e de terceiro mundo, a mão de obra importada (braçal e desqualificada), veem se somar a miséria e a pobreza já existente. Não se trata, portanto, de xenofobia (aversão ou antipatia aos estrangeiros), mas de perceber que o nosso país deve, em primeiro lugar, resolver o problema do desemprego, da informalidade e da miséria dentro de suas próprias fronteiras para somente depois tentar resolver o problema dos outros.

          É papo furado, pura falácia, a justificativa de que brasileiros não querem trabalhar em atividades pesadas, em condições antiergonômicas ou em atividades laborais exigentes de frigoríficos. Basta pagar um salário justo, para que a mão de obra brasileira seja abundante. Todo mundo sabe que agroindústria é o setor da economia que mais agrega valor na cadeia produtiva, desde o produto “in natura” até o produto final. Portanto é o setor que possui maior capacidade para gerar renda, emprego, criar riquezas e impactar positivamente a economia. Também é o setor que pode pagar melhores salários e promover de forma mais intensa a inclusão social de brasileiros com carteira assinada. Portanto é o setor que mais pode melhorar a qualidade de vida das famílias e da sociedade como um todo.

         Mas, contratando mão de obra braçal estrangeira a agroindústria e outros setores geram um grave problema social interno, uma sociedade miserável em detrimento da manutenção de seus altos lucros. E atrasam o desenvolvimento do país, porque a mão de obra nacional tem a força de permitir aos brasileiros e suas famílias, ascensão social, acesso aos bens de consumo, à propriedade privada, além de dinamizar a economia. Obviamente que parcela dos que contratam mão de obra braçal estrangeira não estão nem aí para essa realidade. Motivo pelo qual é hora do consumidor optar por consumir produtos feitos com 100% de mão de obra nacional.

         Pensamento da semana: Consumidor: proteger a mão de obra nacional passou a ser questão de sobrevivência do país e de segurança social.

(Foto utilizada: O Globo.Dizeres de responsabilidade do autor)