segunda-feira, 11 de março de 2013

MEMORIAL FREI SIMÃO LAGINSKI


Irmão de Frei Simão Laginski propõe o resgate da história do frade que construiu a nossa Igreja Matriz e deixou saudades no povo de Concórdia.




































domingo, 3 de março de 2013

FREI DIONÍSIO RICIERI MORAS


Frei Dionísio teve início de enfarte na quinta feira a noite, dia 28/02/2013 e segue na UTI, agora com todos os sinais vitais normais, sob controle. É provável que na quarta-feira seja transferido para um Hospital especializado em outro Estado. Nas fotos demonstra o verdadeiro estado de espírito franciscano, alegria, serenidade, gratidão pela vida e confiança na vontade de Deus.  Os franciscanos sabem que o risco de morte é só do corpo e, como São Francisco chamam a morte, de " irmã morte". Quem viveu e vive uma vida como a de Frei Dionísio Ricieri Morás, de profunda lealdade aos princípios franciscanos e cristãos, que sempre combateu o bom combate e luta pela dignidade do povo nesta terra, só pode estar mesmo tranquilo e sereno. Ele é um verdadeiro exemplo para todos nós. Com 65 anos de idade, espero que sobreviva e viva ainda por muitos e muitos anos. Sua inteligência e pregação em favor do meio ambiente vai na linha de LEONARDO BOFF, seu professor e amigo,  e é verdadeira luz para todos aqueles que tem o privilégio de lhe ouvir.

Aos que lerem este texto, orem pelo nosso  AMIGO !

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A IGREJA-INSTITUIÇÃO COMO "CASTA MERETRIZ"


23/02/2013

          Quem acompanhou o noticiário dos últimos dias acerca dos escândalos dentro do Vaticano, trazidos ao conhecimento pelos jornais italianos “La Repubblica” e o “La Stampa”, referindo um relatório com trezentas páginas, elaborado por três Cardeais provectos sobre o estado da cúria vaticana deve, naturalmente, ter ficado estarrecido. Posso imaginar nossos irmãos e irmãs piedosos que, fruto de um tipo de catequese exaltatória do Papa como “o doce Cristo na Terra” devam estar sofrendo muito, pois amam o justo, o verdadeiro e o transparente e jamais quereriam ligar sua figura a notórios malfeitos de seus assistentes e cooperadores.

         O conteúdo gravíssimo destes relatórios reforçaram, no meu entender, a vontade do Papa de renunciar. Ai se comprovava uma atmosfera de promiscuidade, de luta de poder entre “monsignori”, de uma rede de homossexualismo gay dentro do Vaticano e desvio de dinheiro do Banco do Vaticano. Como se não bastassem os crimes de pedofilia em tantas dioceses que desmoralizaram profundamente a instituição-Igreja.

         Quem conhece um pouco a história da Igreja – e nós profissionais da área temos  que estuda-la detalhadamente- não se escandaliza. Houve épocas de verdadeiro descalabro do Pontificado com Papas adúlteros, assassinos e vendilhões. A partir do Papa Formoso (891-896) até o Papa Silvestre (999-1003) se instaurou segundo o grande historiador Card. Barônio a “era pornocrática” da alta hierarquia da Igreja. Poucos Papas escapavam de serem depostos ou assassinados. Sergio III (904-911) assassinou seus dois predecessores, o Papa Cristóvão e Leão V.

         A grande reviravolta na Igreja como um todo, aconteceu, com consequências para toda a história ulterior, com o Papa Gregório VII em 1077. Para defender seus direitos e a liberdade da instituição-Igreja contra reis e príncipes que a manipulavam, publicou um documento que leva este significativo título “Dictatus Papae” que literalmente traduzido significa “a Ditadura do Papa”. Por este documento, ele assumia todos os poderes, podendo julgar a todos sem ser julgado por ninguém. O grande historiador das idéias eclesiológicas Jean-Yves Congar, dominicano, considera a maior revolução acontecida na Igreja. De uma Igreja-comunidade passou a ser uma instituição-sociedade monárquica e absolutista, organizada de forma piramidal e que vem até os dias atuais
       
       Efetivamente, o cânon 331 do atual Direito Canônico se liga a esta compreensão, atribuindo ao Papa poderes que, na verdade, não caberiam a nenhum mortal, senão somente a Deus: ”Em virtude de seu ofício, o Papa tem o poder ordinário, supremo, pleno, imediato, universal” e em alguns casos precisos, “infalível”.

         Esse eminente teólogo, tomando a minha defesa face ao processo doutrinário movido pelo Card. Joseph Ratzinger em razão do livro “Igreja:carisma e poder” escreveu um artigo no “La Croix”(8/9/1984) sobre o “O carisma do poder central”. Ai escreve:”O carisma do poder central é não ter nenhuma dúvida. Ora, não ter nenhuma dúvida sobre si mesmo é, a um tempo, magnífico e terrível. É magnífico porque o carisma do centro consiste precisamente em permanecer firme quando tudo ao redor vacila. E é terrível porque em Roma estão homens que tem limites, limites em sua inteligência, limites em seu vocabulário, limites em suas referencias, limites no seu ângulo de visão”. E eu acrescentaria ainda limites em sua ética e moral.

         Sempre se diz que a Igreja é “santa e pecadora” e deve ser “sempre reformada”. Mas não é o que ocorreu durante séculos nem após o explícito desejo do Concílio Vaticano II e do atual Papa Bento XVI. A instituição mais velha do Ocidente incorporou privilégios, hábitos, costumes políticos palacianos e principescos, de resistência e de oposição que praticamente impediu ou distorceu todas as tentativas de reforma.

         Só que desta vez se chegou a um ponto de altíssima desmoralização, com práticas até criminosa que não podem mais ser negadas e que demandam mudanças fundamentais no aparelho de governo da Igreja. Caso contrário, este tipo de institucionalidade tristemente envelhecida e crepuscular definhará até entrar em ocaso. Os atuais escândalos sempre houveram na cúria vaticana apenas que não havia um providencial Vatileaks para  trazê-los a público e indignar o Papa e a maioria dos cristãos.

         Meu sentimento do mundo me diz que  estas perversidades no espaço do sagrado e no centro de referencia para toda a cristandade – o Papado – (onde deveria primar a virtude e até a santidade) são consequência desta centralização absolutista do poder papal.  Ele faz de todos vassalos, submissos  e ávidos por estarem fisicamente perto do portador do supremo poder, o Papa. Um poder absoluto, por sua natureza, limita e até nega a liberdade dos outros, favorece a criação de grupos de anti-poder, capelinhas de burocratas do sagrado contra outras, pratica  largamente a simonía que é compra e venda de vantagens, promove  adulações e destrói os mecanismos da transparência. No fundo, todos desconfiam de todos. E cada qual procura a satisfação pessoal da forma que melhor pode. Por isso, sempre foi problemática a observância do celibato dentro da cúria vaticana, como se está revelando agora com a existência de uma verdadeira rede de prostituição gay.

         Enquanto esse poder não se descentralizar e  não outorgar mais participação de todos os estratos do povo de Deus, homens e mulheres, na condução dos caminhos da Igreja o tumor causador desta enfermidade perdurará. Diz-se que Bento XVI passará a todos os Cardeais o referido relatório para cada um saber que problemas irá enfrentar caso seja eleito Papa. E a urgência que terá de introduzir radicais transformações. Desde o tempo da Reforma que se ouve o grito: ”reforma na Cabeça e nos membros”. Porque nunca aconteceu, surgiu  a Reforma como gesto desesperado dos reformadores de fazerem por própria conta tal empreendimento.
    
     Para ilustração dos cristãos e dos interessados em assuntos eclesiásticos, voltemos à questão dos escândalos. A intenção é desdramatizá-los, permitir que se tenha uma noção menos idealista e, por vezes, idolátrica da hierarquia e da figura do Papa e libertar a liberdade para a qual Cristo nos chamou (Galatas 5,1). Nisso não vai nenhum gosto pelo Negativo nem vontade de acrescentar desmoralização sobre desmoralização. O cristão tem que ser adulto, não pode se deixar infantilizar nem permitir que lhe neguem conhecimentos em teologia e em história para dar-se conta de quão humana e demasiadamente humana pode ser a instituição que nos vem dos Apóstolos.

         Há uma longa tradição teológica que se refere à Igreja como casta meretriz,  tema abordado detalhadamente por um grande teólogo, amigo do atual Papa, Hans Urs von Balthasar (ver em Sponsa Verbi,  Einsiedeln 1971, 203-305). Em várias ocasiões o teólogo J. Ratzinger se reportou a esta denominação. A Igreja é uma meretriz que toda noite se entrega à prostituição; é casta  porque Cristo, cada manhã se compadece dela, a lava e a ama.

          O  habitus meretrius da instituição, o vício do meretrício, foi duramente criticado pelos Santos Padres da Igreja como Santo Ambrósio, Santo Agostinho, São Jerônimo e outros. São Pedro Damião chega a chamar o referido Gregório VII de “Santo Satanás” (D. Romag, Compêndio da história da Igreja, vol 2, Petrópolis 1950,p.112). Essa denominação dura nos remete àquela de Cristo dirigida a Pedro. Por causa de sua profissão de fé o chama “de pedra”mas por causa de sua pouca fé e de não entender os desígnios de Deus o qualificou de “Satanás”(Evangelho de Mateus 16,23). São Paulo parece um moderno falando quando diz a seus opositores com fúria: ”oxalá sejam castrados todos os que vos perturbam”(Gálatas 5.12).

         Há portanto, lugar para a profecia na Igreja e para a denúncias dos malfeitos que podem ocorrer no meio eclesiástico e também no meio dos fiéis.

         Vou referir outro exemplo tirado de um santo querido da maioria dos católicos brasileiros, por sua candura e bondade: Santo Antônio de Pádua. Em seus sermões, famosos na época, não se mostra  nada doce e gentil. Fez vigorosa crítica aos prelados devassos de seu tempo. Diz ele: “os bispos são cachorros sem nenhuma vergonha, porque sua frente tem cara de meretriz e por isso mesmo não querem criar vergonha”(uso a edição crítica em latim publicada em Lisboa em 2 vol em 1895). Isto foi proferido no sermão do quarto domingo depois de Pentecostes ( p. 278). De outra vez,  chama os prelados de “macacos no telhado, presidindo dai o povo de Deus”(op cit  p. 348).  E continua:” o bispo da Igreja é um escravo que pretende reinar, príncipe iniquo, leão que ruge, urso faminto de rapina que espolia o povo pobre”(p.348). Por fim na festa de São Pedro ergue a voz e denuncia:”Veja que Cristo disse três vezes: apascenta e nenhuma vez tosquia e ordenha… Ai daquele que não apascenta nenhuma vez e tosquia e ordena três ou mais vezes…ele é um dragão ao lado da arca do Senhor que não possui mais que aparência e não a verdade”(vol. 2, 918).

         O teólogo Joseph Ratzinger explica o sentido deste tipo de denúncias proféticas:” O sentido da profecia reside, na verdade, menos em algumas predições do que no protesto profético: protesto contra a auto-satisfação das instituições, auto-satisfação que substitui a moral pelo rito e a conversão pelas cerimônias” (Das neue Volk Gottes,  Düsseldorf 1969, p. 250, existe tradução português).

         Ratzinger critica com ênfase a separação que fizemos com referencia à figura de Pedro: antes da Páscoa, o traidor; depois de Pentecostes, o fiel. “Pedro continua vivendo esta tensão do antes e do depois; ele continua sendo as duas coisas: a pedra e o escândalo… Não aconteceu, ao largo de toda a história da Igreja, que o Papa, simultaneamente, foi o sucessor de Pedro, a “pedra” e o “escândalo”(p. 259)?

         Aonde queremos chegar com tudo isso? Queremos chegar ao reconhecimento de que a igreja- instituição de papas, bispos e padres, é feita de homens que podem trair, negar e fazer do poder religioso negócio e instrumento de autosatisfação. Tal reconhecimento é terapêutico, pois nos cura de toda uma ideologia idolátrica ao redor da figura do Papa, tido como praticamente infalível. Isso é visível em setores conservadores e fundamentalista de movimentos católicos leigos e também de grupos  de padres. Em alguns vigora uma verdadeira papolatria que Bento XVI procurou sempre evitar.

         A crise atual da Igreja  provocou a renúncia de um Papa que se deu conta de que não tinha mais o vigor necessário para sanar escândalos de tal gravidade. “Jogou a toalha” com humildade. Que outro mais jovem venha a assuma a tarefa árdua e dura de limpar a corrupção da cúria romana e do universo dos pedófilos, eventualmente puna, deponha e envie alguns mais renitentes para algum convento para fazer penitência e se emendar de vida.

         Só quem ama a Igreja pode fazer-lhe as críticas que lhe fizemos, citando textos de autoridade clássicas do passado. Quem deixou de amar a pessoa um dia amada, se torna indiferente à sua vida e destino. Nós nos interessamos à semelhança do amigo e  de irmão de tribulação Hans Küng, (foi condenado pela ex-Inquisição) talvez um dos teólogos  que mais ama a Igreja e por isso a critica.

         Não queremos que cristãos cultivem este sentimento de  de descaso e de indiferença. Por piores que tenham sido seus erros e equívocos históricos, a instituição-Igreja guarda a memória sagrada de Jesus e a gramática dos evangelhos. Ela prega libertação, sabendo que geralmente são outros que libertam e não ela.

          Mesmo assim vale estar dentro dela, como estavam São Francisco, Dom Helder Câmara, João XXIII e os notáveis teólogos que ajudaram a fazer o Concílio Vaticano II e que antes haviam sido todos condenados pela ex-Inquisição, como De Lubac, Chenu, Congar,  Rahner e outros. Cumpre  ajuda-la a sair deste embaraço, alimentando-nos mais do sonho de Jesus de um Reino de justiça, de paz e de reconciliação com Deus e do seguimento de sua causa e destino do que de simples e justificada indignação que pode cair facilmente no farisaísmo e no moralismo.

Leonardo Boff

Mais reflexões desta ordem se encontram no meu Igreja: carisma e poder  (Record 2005) especialmente no Apêndice com todas a atas do processo havido no interior da ex-Inquisição em 1984.

http://leonardoboff.wordpress.com/2013/02/23/a-igreja-instituicao-como-casta-meretriz/

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

FRANCISCO MORÁS

 HOMENAGENS A FREI FRANCISCO MORÁS, O ÚNICO COLEGA DA TURMA  QUE PERSEVEROU NA VOCAÇÃO.



Visita de Francisco Moras, o único da nossa turma 1972/75 (Seminário São João Batista, Luzerna - SC) que virou padre.

A ele a  nossa admiração e amizade de sempre.

VIVA os ex-seminaristas franciscanos!





Acima: Difendi Masson (Barriga), Cesar Techio , Francisco Morás  e
Gemma Techio (87 anos). Janeiro/2013

Moacir Agnes visita Concórdia e após 38 anos se encontra com o  "Chico".







Zurilo, Moa e Chico

Francisco Moras é frade franciscano, com licenciatura em Catequese e Pastoral pelo Instituto Lumen Vitae, da Universidade Católica de Lovaina, e doutorado em Teologia Sistemático-Pastoral pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. É professor de Teologia Pastoral no Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis e coordenador da coleção "Iniciação à Teologia", da Editora Vozes.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

ENCONTRO DOS EX-SEMINARISTAS DE AGUDOS - SP EM 2014

Estimado César Techio!

Paz e Bem!

Sou Ubiratan Gomes, apelido BIRA, atualmente em Curitiba e nascido (1964) em Bauru-SP.

Eu estudei em Agudos de  79 a 81, fiz o noviciado em Rodeio em 82 e
fiquei até 85 na filosofia em Rondinha - Campo Largo (Curitiba).
Hoje, em CURITIBA, tenho uma Agencia de Turismo.
Meus contatos: Olimpus Turismo: (41) 3324-9845  -  3023-6758
                        residencial:  3223-5901 - . celular: 9236-0762.
E-mail: bira@olimpusturismo.com.br

Tive a grata satisfação de percorrer os seus blogs e de modo especial
as notícias franciscanas. Parabéns pelo bom trabalho que precisamos
divulgar e buscar maneiras de chegar a tantos ex-seminaristas franciscanos.

Há vários anos começou um movimento de reunir ex-seminaristas e suas
famílias no Seminário Santo Antônio de Agudos a cada 02 anos, onde você estudou e tem
belos vídeos sobre o mesmo. Vi pelo blog que em 2011 você publicou a divulgação.

Temos notícias e depoimentos do ÚLTIMO ENCONTRO - 2012,
no site do Seminário: http://www.seminario.org.br/noticias/2012/006.php
ou da Província: http://www.franciscanos.org.br/?cat=124&paged=48

Gostei muito da lista que você publicou em 2008 com o nome dos que
entraram no seminário desde 1950 até 2007 e é principalmente ela ("A LISTA"!!) que
queremos DIVULGÁ-LA.

No encontro dos ex-seminaristas de 2012 o Alfredo Scottini de Blumenau
pediu para deixar a coordenação dos encontros e eu assumi esta responsabilidade.
O próximo encontro marcado será de 30 de janeiro a 01 de fevereiro de 2014.
Também foram indicados representantes de cada região para mobilizar este próximo
encontro. Frei Nelson Hillisheim foi escolhido para acompanhar a
organizaçãoe é o nosso diretor espiritual. Estou tentando marcar uma reunião com toda esta equipe, o
mais rápido possível, para organizarmos e iniciarmos a divulgação do
próximo encontro o qual estou empolgado para fazermos uma boa mobilização.

Gostaria muito de contar com sua ajuda, os seus dons, e com seu blog
para que possamos chegar a muitos ex-seminaristas franciscanos. As
redes sociais também são um caminho direto para  chegamos a eles.
Tenho uma lista com vários e-mails de pessoas que já participaram dos
encontros anteriores, mas está um pouco desatualizada, pois voltam muitos
e-mails. Gostaria também de contar com suas sugestões para podermos
fazer com que a motivação para o próximo encontro e principalmente a
preparação e temas franciscanos possam estar chegando para tantos
ex-seminaristas que esperam um convite como este.

Minha primeira idéia é que as pessoas possam se achar na lista de
entrada em Agudos e entre estes, cada um procure pelas redes sociais e
outros meios as pessoas daquela lista e também os demais
conhecidos. Lembro também que o encontro é para ex-seminaristas
franciscanos, não precisa ter estudado em Agudos, aqui em Curitiba
fizemos um Encontro Regional dia 30 de setembro para celebrar
o Dia de São Francisco e foi muito bom.

Meu irmão, Paulo Cesar Gomes, também estudou em Agudos de 74 a 76 e trabalhou como
frade sacerdote por 10 anos na Província. Hoje ele atua conosco no segmento de Turismo Religioso
e também está bem motivado em divulgar o Encontro e esta grande fraternidade de ex-seminaristas
e sempre franciscanos por ideal. E-mail: paulocesargomes11@gmail.com

Além das ações que poderemos e pretendemos fazer, solicito a autorização de divulgar o seu blog
dentro de nossas futuras comunicações.

Um bom ano de 2013 e que Deus continue lhe dando muitos dons.
Um fraterno abraço e que Francisco de Assis continue a nos iluminar e guiar.

Bira - Ubiratan Gomes

NOME E ANO DE ENTRADA DOS SEMINARISTAS EM AGUDOS:
DAThttp://seminaristasfranciscanos.blogspot.com.br/search?updated-min=2008-01-01T00:00:00-03:00&updated-max=2009-01-01T00:00:00-03:00&max-results=7

Ex-seminaristas franciscanos em Agudos – 2012
Por Gilberto Schmitt (Gaspar –SC).

O seminário Santo Antônio, em Agudos SP, recebeu de portas abertas os ex-seminaristas franciscanos entre os dias 26 e 29 de janeiro. O encontro é realizado a cada dois anos. Mais de 250 ex-seminaristas de várias regiões do Brasil, puderam desfrutar de momentos de confraternização, oração e muito lazer com seus familiares e amigos.


Confiram os depoimentos e relatos de quem participou do evento.

“Os ex-seminaristas franciscanos, sempre, lutaram para que houvesse uma convivência franciscana mais firme entre todos. Sempre reinou a liberdade de se congregarem os que assim o desejassem. Foram quase 30 anos de trabalhos e momentos de crescimento para todos. O essencial é que haja vivencias e troca de experiências existenciais.  Será sempre muito bom as pessoas se reunirem e viverem a fraternidade franciscana.”

Alfredo Scottini, Blumenau/SC, ex-coordenador do encontro dos ex-seminaristas.

“Sonhos, vida, esperança. Rever amigos, repensar objetivos de vida. Pensar e repensar valores e caminhos que, alimentados pelos sonhos da juventude, ajudaram a construir o que somos no presente e nos impulsionam aos novos desafios do futuro.” 

Antonino Caron, Curitiba/PR.

“É sempre bom voltar a Agudos! É minha casa; eu sinto isso!  Nos reencontros, procuro estar sempre disponível, para tudo e para todos! Faço o meu máximo! É isso que me faz feliz, confesso! Cuido dos esportes, das competições (futebol, natação, cartas, pingue-pongue). A cada dois anos, tenho esse encontro marcado com minhas raízes, há mais de 20  anos.” 

Márcio Dionísio Gapski, Curitiba/PR.

“O encontro dos ex-seminaristas é uma oportunidade ímpar de convivência, de valorização, de reconhecimento, de recordação dos bons anos de formação franciscana. Também, trata-se de um tempo  muito rico para reconhecer com gratidão tudo o que o tempo de formação franciscana e  a vida proporcionou. A Província Franciscana acolhe, incentiva e apóia esta iniciativa do encontro, sabendo que todo ex-seminarista é um franciscano semeador da paz e do bem.”  

Frei Nelson José Hillesheim, orientador espiritual ex-seminaristas
“Voltar a Agudos é reviver e beber da fonte da sabedoria franciscana.” 

Dotti, Joaçaba/SC.

“Pela 12ª vez consecutiva estive presente. Em Agudos renovamos e fortalecemos o espírito franciscano. Os amigos que reencontramos nos estimulam a levar uma vida mais simples, buscando a paz e fazendo o bem.” 

Mario Mattos, Rio do Sul/SC.

“Participo há seis encontros e é sempre uma grande emoção rever Agudos. O encontro renova o espírito franciscano que procuro viver com minha família. A partilha com os colegas nos faz sermos crianças novamente. A humildade franciscana renasce a cada encontro.” 

Alcir Toigo, Chapecó/SC.

"O encontro dos ex-seminaristas franciscanos, em Agudos, é sempre um acontecimento muito importante não só para os Frades do Seminário Santo Antônio, como também para todo o povo de Agudos, principalmente para os fiéis das duas paróquias da cidade. No espírito da comunhão eclesial, repercute também positivamente em toda a Diocese de Bauru. Pois os Frades estão na Diocese há muitos anos com duas Paróquias em Agudos e duas na cidade de Bauru. E no Seminário há mais de 60 anos. A espiritualidade franciscana marcou e marca a ação evangelizadora em toda a Diocese. Os Frades do Seminário em muito colaboraram pastoralmente em toda a região de Bauru. O Seminário é uma referência em toda a nossa região como casa de encontros pastorais e retiros, também de oração e espiritualidade. A Diocese se alegra mais uma vez ao receber os ex-seminaristas neste ano. Como primeiro Bispo Franciscano de Bauru, tenho especial alegria de acolher a todos, suplicando a Deus bênçãos e graças pelo bom êxito do encontro. Que a alegria do reencontro restaure em todos o ideal de viver o Evangelho em suas famílias e comunidades, segundo o exemplo do Pai São Francisco”.

Dom Caetano Ferrari, Bauru/SP, Bispo Diocesano.

“Eu, como esposa de um ex-seminarista, sinto-me muito orgulhosa de poder participar desta grande família de São Francisco - “Agudos”. Participo desde o 2º encontro e tive, também, o privilégio de levar os meus dois filhos e irmão, os quais guardam lembranças saudáveis até hoje e querem, dentro do possível, participar futuramente com os nossos netos. Agudos é um lugar sagrado, que me eleva ao Divino, um lugar de muita energia positiva. Fiz muitas amizades sadias e sinceras. Lembranças que a cada dois anos renovamos com muito prazer. Em “Agudos” tudo tem um sentido sagrado, sacramental, com momentos espirituais e, até, momentos de diversão”.

Saulita Odorizzi, Blumenau/SC, Esposa do ex-seminarista Américo Odorizzi

“Encontrar-se já é bom, melhor ainda encontrar-se com os amigos que partilharam e caminharam conosco momentos tão importantes e marcantes em nossas vidas. O encontro dos ex-seminarista é a verdadeira arte do encontrar-se e foi isto que ocorreu nos dias 26 a 29 de janeiro no Seminário de Agudos-SP, onde estiveram presentes um grande grupo de ex-seminaristas, familiares , amigos e convidados. A chegada de cada um foi contaminando o encontro, a alegria externada no semblante de cada um ao encontrar-se, as recordações, as aventuras, as peripécias e as mais variadas histórias que cada um se viu no dever de partilhar. Tudo já preparado pelos frades da casa, Frei Thiago, Frei Virgílio, com a colaboração dos incansáveis mentores do encontro, o Provincial dos Ex-seminaristas Alfredo Scottini e seu companheiro Fiorelo Nones, Márcio Gapski, Dotti, Frei Nelson José Hillesheim  e muitos outros. 

Ao cair da tarde do dia 26 tivemos uma missa de boas vindas presidida por frei Nelson, que acolheu a todos com uma homilia muito profunda, emocionando a todos,  tendo como co-celebrantes Frei Thiago e Padre Davi - que veio com a turma do oeste catarinense - tendo como organista e animadores o ex-seminarista Nelson Broering e família. Na noite do dia 26, reunidos no anfiteatro da 1ª Ala, Alfredo Scottini desejou boas vindas a todos, repassando as informações de como seria o encontro e também que desejava deixar a liderança, para que outros pudessem colaborar e não deixar a peteca cair para tão significativo e importe encontro. Frei Nelson agradeceu em nome da Província Franciscana tão importante trabalho desempenhado pelo mesmo e incitou os ex-seminaristas a formar um colegiado com líderes das mais variadas localidades para dar continuidade e reforçar ainda mais os futuros encontros e foi o que ocorreu, sendo eleito Ubiratan Gomes, de Curitiba, como coordenador dos novos encontros, Fiorello Nones, de Blumenau como vice- coordenador e Frei Nelson como Diretor Espiritual do encontro. Frei Nelson disse ainda que cada um deve ser um propagador do encontro, convidando os amigos, especialmente os da turma para reencontrar-se e fazer do próximo encontro um verdadeiro capítulo das esteiras dos ex-seminaristas, com barracas para todos os lados ao redor do seminário.

No dia 27, Frei Antonio Moser (Gaspar), convidado para palestrar no encontro sobre o tema Bioética nos abrilhantou com seus conhecimentos e partilhou suas sábias e prudentes palavras. Foi tão bom e empolgante que iniciou às 9 horas e só encerrou próximo do almoço. Falando em almoço, é um encantamento o cheiro peculiar dos alimentos preparados na cozinha do seminário e o zunzum dos pratos, talheres e conversas durante a refeição.
Na noite do dia 27 tivemos a “noite dos talentos” no grande anfiteatro do seminário, com as mais variadas apresentações culturais de músicas, dança, declamações de poesia e o teatro improvisado “reprodução da vida à moda antiga”. Após o coral 25 de julho de Blumenau, sob a batuta de José Carlos Oechler deu um showzaço no saguão da primeira ala apresentando canções alemãs e danças, com as vestes típica, regado com a doação de chope trazidos especialmente para o evento. Somente pelas duas da manhã o silenciou voltou a reinar nos corredores do seminário, isto se não fosse a pequena lembrança dos tempos de outrora, colocados em prática nos dias do encontro, onde primeiramente, na madrugada da primeira noite uns rojões soaram no corredor do dormitório do baixo clero e na segunda noite eles ressurgiram no Alto Clero.

Como choveu durante o encontro, somente sábado (28) deu um dia maravilhoso de sol e permitiu atividades externas, futebol, piscina, visitas a gruta, cemitério, fazenda e pomar. Pena que o pomar foi desativado, inclusive com a demolição da casa lá existente para dar lugar a plantação de eucaliptos, sob o argumento de ajudar na manutenção do seminário, que se sabe, pelo tamanho também deve ser as despesas. Frei Nelson também lembrou a ajuda que todos podemos retribuir com o Pró-vocações, colocando à  disposição de todos o carnê do Pró-vocações..
Ao cair da tarde de sábado houve a missa solene de despedida e após o jantar a grande maioria retornou para suas casas realimentados com o vigor franciscano e com a certeza que valeu a pena encontra-se e fazer parte desta grande família franciscana e ter momentos de revigoramento participando e já ansioso para participar do próximo encontro, que será na última semana de janeiro de 2014 (quinta a sábado). Paz e Bem a todos”.

Paulo Luís Schmitt, Gaspar – SC








sábado, 12 de janeiro de 2013

FREI ANSELMO HUGO SCHWEITZER



Novas fotos do falecimento de Frei Anselmo.

Pouco antes da venda do Seminário São João Batista ao município de Luzerna, visitei o local e estive na antiga sala de recreação dos frades apenas para ver aquele ambiente e matar as saudades. Para minha surpresa a mesma se encontrava cheia de entulhos, caixas  de papel, livros e discos antigos, tudo misturado, parecia um depósito velho e desordenado.

Comecei a andar no meio daquela papelada e, de repente, aos meus pés, vi algumas fotos antigas. Foi outro choque, pois eram fotos antigas, do ano de 1975, envolvendo o velório de Frei Anselmo, nosso professor de música, inglês e história.

São fotos preciosas e únicas. Uma verdadeira raridade. Trago-as, agora, à lume para que todos possam recordar daqueles dias. 

Amigos, queridos colegas, após 38 anos do falecimento do nosso amado professor Frei Anselmo Hugo Schweitzer, desejo a todos muitas felicidades, saúde, paz e amor. 

Lembremos dos nossos bons tempos com a reverência que o tempo merece. 

Abraço.

Cesar Techio









quarta-feira, 17 de outubro de 2012

FRANCISCANOS QUE FAZEM HISTÓRIA



      
                  
 A contribuição dos franciscanos para o desenvolvimento do raciocínio crítico, pautado em valores cristãos, dos descendentes europeus que migraram para esta região do Alto Uruguai Catarinense, é fato que não se pode ignorar. No lombo de burros, com sacrifício imensurável, vieram a estabelecer no inícios dos vilarejos locais, uma pedagogia fundamentada nas parábolas de Jesus: da compaixão, do perdão, da acolhida aos perdidos, da ajuda aos necessitados. No centro das pregações o amor a Deus,  “amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, com toda a tua alma, com toda a tua mente e com todas as tuas forças”, mas, também, e muito especialmente, o amor ao próximo,  “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Marcos 12, 29-31). Cientes de que “não há outro mandamento maior do que estes”, sem o carisma e a vocação destes missionários, é bem provável que a nossa evolução não tivesse sido a mesma. De forma que a dívida que o nosso povo tem para com eles, os franciscanos, me parece possível de pagar, somente vivendo os seus ensinamentos. Dentro deste contexto, impressiona a atual missão franciscana, através do professor Dionísio Ricieri Morás, em curso teológico que mergulha em temas fundamentais à sobrevivência da humanidade e do nosso município. Ecoteologia propõe uma reflexão de cunho teológico a respeito da ecologia e se impõe como conteúdo curricular necessário diante dos problemas que nós seres humanos causamos à nossa casa comum, a terra.
 Aprofundando uma nova concepção de ser cristão no mundo atual, o curso enfrenta temas como moral e bioética e  pergunta, com lastro em Jean Claude Guillebrand: afinal, somos homens, animais ou máquinas? No centro desta nova proposta,  a idéia básica, que perdura neste período em que passamos de vilarejo para cidade do século vinte e um, é a de criar capacidade crítica. Com ela,  homens, mulheres e jovens fiéis deixam de ser massa de manobra capitalista consumidora e bonecos manipulados por cordãos de pregações alienadoras e massificadoras e, de sobra, conquistam uma verdadeira emancipação intelectiva. Ouvindo este mestre da Província Imaculada Conceição do Brasil, que privilegia Concórdia com suas palestras, se percebe uma reeleitura dinâmica da proposta de Jesus, quando fala de amor a Deus, e de rearticulação evangélica quando fala de amor ao próximo, porque a terra, além de ser nossa morada, também é criação divina.
 Preciosa presença entre nós, oxalá nossas lideranças empresariais, governamentais e da sociedade civil participassem ativamente destas necessárias palestras de Dionísio Ricieri Morás. Com elas,  se recusariam a serem guiadas pelas mãos da ignorância e da tragédia socio ambiental que degrada e destrói a mata, a flora e a fauna  do município em que vivemos. Os caminhos da nova ética, ensina o franciscano, exige uma ética pública, uma ética na área da política cujo debate deve reencontrar a dignidade no exercício da justiça pública, ou no dizer de Santo Agostinho: “removida a justiça, o que são os reinos, senão um bando de ladrões?”
Pensamento da semana: “No Brasil a mentira tornou-se tão habitual que virou sinônimo de política.” (paletra de Dionício Ricieri Morás).

E-MAIL DE FREI DIONÍSIO: Cesar, Estou agradecendo a tua preocupação com a realidade que nos rodeia. Agradeço porque voce está repassando para um público mais numeroso o que eu tentei, de uma forma simples, mostrar possíveis caminhos que nos levem à realização de nossa missão aqui na terra, que não é apenas para dar peso à terra. Se eu falo baixo voce está sendo meu altofalante. "o que vos digo ao pé do ouvido, publicai-o do alto dos telhados.' Obrigado césar.

Dionisio

ricieridionisio@hotmail.com

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

DEIXAI FAZER, DEIXAI PASSAR

Cesar Techio - Economista – Advogado
cesartechio@gmail.com

Cronica publicada no  blog  http://cesartechio.blogspot.com.br.
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Excepcionais foram os anos vividos no seminário. Lá pelos idos de 1974, num belo dia de primavera, anotei num caderninho: “Laissez faire, laissez passer et le monde va de lui-même”, em português “deixai fazer, deixai passar que o mundo marcha sozinho”. O candente sorriso de Frei Anselmo Hugo Schwitzer trazia, em plena aula matutina, uma frase que marcaria para sempre, em parte, minha postura perante a vida. Bem mais tarde, já na faculdade de economia da UFPR, soube que este era o ideário da Escola Fisiocrata que tratava da teoria econômica contra a política intervencionista do Estado na vida privada dos cidadãos. A fisiocracia considerava a terra ou a agricultura a única fonte de riquezas e as outras formas de produção mera transformação dos produtos da terra com menor margem de lucro.

Estavam enganados. Hoje sabemos que outros setores da economia, como serviços e a agroindustria, por exemplo, agregam valores aos produtos e geram muito mais lucro. Com “Tablado Economico” ou Tableau Economique, Francois Quesnay (1694-1774) criou o conceito de equilíbrio econômico. Na base conceitual de tal teoria, a liberdade de ação. Teoria econômica à parte, a ingênua concepção do “laissez faire” dos tempos da adolescência (que ainda dita meu comportamento) é de que o rigor absoluto no trato dos problemas do dia a dia ou nas relações com as pessoas em geral, especialmente para com as que nos são caras, é inútil e gerador de uma tremenda infelicidade.

Tolerância máxima no convívio social em situações irrelevantes ou que pouco contribuem para mudar o mundo faz bem ao coração e torna a alma ainda mais linda. O exercício da compreensão e a receita do perdão (setenta vezes sete) desarmam o espírito e evita doenças físicas e emocionais. Nesta curtíssima passagem é preciso certa displicência na disciplina ou, disciplina na displicência, a fim de evitar efarto do miocárdio ou ainda um acidente vascular cerebral (AVC), conhecido popularmente como derrame cerebral. Paciência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Bom humor é sinônimo de inteligência. Mas, inteligentes também são aqueles que sabem viver de forma serena, discreta, procurando respeitar o modo de viver dos outros. O problema é que, egocêntricos, queremos que as pessoas sejam como um pacote de presente, perfeitinho. E, diante de qualquer pequeno deslize já julgamos, condenamos e lançamos de ponta cabeça para a masmora. Pobres diabos, não atentamos para a receita de felicidade e de bem estar que Jesus nos legou: “Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão. E por que atentas tu no argueiro que está no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho? Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão”. Imbecis, tratamos a “ferro e fogo” nossos filhos, consortes (melhor: cônjuges, os que levam o jugo do casamento), pais, parentes, empregados e amigos.

Com os estranhos nos deileitamos em delicadezas, gentilezas e amabilidades. Um bom papo com os amigos, tempo para descontração, lazer, descanso e atenção para com as coisas mais simples da vida (que realmente valem a pena) podem defenestrar o excesso de seriedade derivadas das graves responsabilidades que carregamos, resultando em alta qualidade de vida.

Pensamento da semana: "Quem é bom, é livre, ainda que seja escravo. Quem é mau é escravo, ainda que seja livre." (Santo Agostinho)

sábado, 8 de setembro de 2012

TURMA DE 1965



                                                             Jose Barrionuevo



Caro Techio, segue foto de turma de 1965 em Agudos. Estamos tentando fechar os nomes e endereços eletrônicos. Contatos comigo e pelos contatos de tua página. Meu endereço barrio@barrionuevo.com.br. Também estou tentando contato com José Luiz Diógenes Travessa, Bibiano Gomes e João de Jesus Rodrigues Fiuza. Abraço. José

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

MANOEL VICENTE FILHO




Fui tomado de uma emoção para o que não estava preparado. Eu, Manoel Vicente Filho, e Antão dala Costa éramos poetas e muito amigos, tanto assim que nunca me esqueci de Antão e tinha um desejo muito grande de revê-lo.   Pesquisei lá nas listas telefônicas de Rio Grande do Sul e nada. Hoje tentei na internete e consegui encontrar um Antão dala Costa que tudo indica ser o que tanto procurava. Eu pertencia aos franciscanos americanos de Goiás e, como não tinham seminários aqui, mandaram que eu estudasse em Rio Negro e, depois, fui completar o seminário menor em Agudos. Acredito que foi em 1954 que deixei Agudos e vim para o Colégio São Francisco de Goiás como professor de Português.   Fiz Letras Neolatinas e Direito. Fui Professor, Diretor, por três vezes, de estabelecimento de ensino. Em 1963, por concurso, tomei posse como delegado de polícia. Hoje estou aposentado. Tenho onze livros publicados(poemas e romances).   Sou um franciscano apaixonado. Gosto demais da Igreja Católica. E aí, Cesar Techio, estou emocionado por tê-lo encontrado com tudo o que muito queria. Você nem imagina o tamanho do favor que lhe devo. Que todos os santos franciscanos estejam em mutirão ajudando a você na realização do bem das almas.

Escrevam para Manoel Vicente Filho

E-MAIL: manoel254@hotmail.com

Resposta:

Um grande e fraterno abraço, Manoel Vicente Filho.
Espero que reencontre seus colegas, nossos irmãos. Todos os que passamos pelos mesmos bancos escolares , amamos o jeito de ser de São Francisco de Assis e levamos conosco, no dia a dia, um pouquinho dele.

Viva os franciscanos !  

PAZ E BEM !
Cesar Techio

quinta-feira, 19 de julho de 2012

NOVAS MENSAGENS


http://seminaristasfranciscanos.blogspot.com.br/2011/10/irineu-adolfo-bruggemann.html

IRINEU ADOLFO BRUGGEMANN

Estou com 81 anos. Boa Tarde. Fui seminarista dos franciscanos por
quase dez anos. Conheci seminário Blumenau, Rio Negro, Bom Retiro,
novamente Rio Negro. Tenho muita coisa a contar. Muitos Padres,
Bruders, colegas e acontecimentos deste longinquo período. Inclusive
tenho alguma coisa escrita para compartilhar. Gostaria muito de entrar
em contato com ex colegas Aguardo notícias.Abraços.
Irineu Adolfo Bruggemann. Florianópolis.
Fone 48-32442462
irineuadolfobruggemann@gmail.com

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Conheci frei leo em petropolis no curso cefepal em 1969.Gostei vê-lo ainda com saude, forte e bem humorado.15/07/2012. ex-irmã cecilia em FREI LÉO SEVERINO SCHMIDT
 ivanilde em 15/07/12

Olá, Sou Marcos Erico Hoffmann, fiquei quatro anos no Seminário de Ituporanga e ingressei no S. Antônio de Agudos em 1970. Sou muito grato por tudo o que aprendi nesses locais, de onde guardo muitas saudades. Resido atualmente em Florianópolis, sou psicólogo e tenho dois filhos. Quem quiser entrar em contato é só escrever: marcoserico@yahoo.com.br Abraços! em SEMINARISTAS QUE ESTUDARAM NO SEMINÁRIO SANTO ANTONIO DE AGUDOS - SP
em 07/07/12

Deixei neste Blog o meu comentário e me esqueci do meu e-mail de contato para os meus amigos de época: jroberto47@yahoo.com.br. em SEMINARISTAS QUE ESTUDARAM NO SEMINÁRIO SANTO ANTONIO DE AGUDOS - SP JOSÉ ROBERTO LOPES DE LEMOS em 05/06/12 Sem dúvida, muito bom saber que faço parte desta lista de 1959 e que um dia, outrora, abracei esta causa e toda uma espiritualidade franciscana. Recordo de alguns colegas que comigo estudaram e, como eu, optaram por uma outra forma de vida. Tenho a minha família e sou muito feliz. Agradeço sempre a Deus.Tenho muitas saudades destes amigos de outrora, como Frei Walter A.Hugo(Agudos)Rodney de Melo(SP)Dom Frei Cappio(amigo inesquecível)e outros mais que não me lembro, guardo-os em meu coração. Quem sabe ser possível um contato fraterno por email, através deste Blog.Grato por esta página. em SEMINARISTAS QUE ESTUDARAM NO SEMINÁRIO SANTO ANTONIO DE AGUDOS - SP

ROGERIO BRUNETTO Gostaria de ter notícias do Juliano Pickler De Petrolândia SC estudamos juntos no Semiñário Santo Antônio de Agudos SP 1999. Fiquei muito feliz ao encontrar essa página pude relembrar de muitos colegas e de muitos momentos felizes que passei na melhor escola de vida que tive. Abraço a todos e parabéns pela página. Fica aqui meu contato caso alguém tenha o contato do Juliano. E-mail Rogeriobrunetto@yahoo.com.br  51-9966-7070 em SEMINARISTAS QUE ESTUDARAM NO SEMINÁRIO SANTO ANTONIO DE AGUDOS - SP

quarta-feira, 20 de junho de 2012

"RIO +20 OU FÓRUM SOCIAL?" COM DIONÍSIO RICIERI MORAS".

Cesar Techio – Advogado –Economista

cesartechio@gmail.com

Frei Dionísio e os famosos fichários de sua vasta bibliografia: riqueza franciscana.

“Por toda a parte surgem sintomas que sinalizam grandes devastações no planeta Terra e na humanidade. O projeto de crescimento material ilimitado, mundialmente integrado, sacrifica 2/3 da humanidade, extenua recursos da Terra e compromete o futuro das gerações vindouras. Encontramo-nos no limiar de bifurcações fenomenais. Qual é o limite de suportabilidade do super-organismo Terra? Estamos a rumar na direção de uma civilização do caos?” Esta questão, colocada por Leonardo Boff em “Saber Cuidar. Ética do Humano. Compaixão pela Terra”, Editora Vozes, 1999, abre início às aulas de Ecoteologia de Frei Dionisio Ricieri Morás.

O franciscano não pouca críticas ao projeto de desenvolvimento sustentável e economia verde defendido pela Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) como reflexo capitalista que visa sobreviver com um modêlo “cabresteado pelos interesses do agronegócio, indústria e comércio”. Segundo ele, o centro ideológico de discussão coloca interesses voltados à “produtividade”, sem se preocupar com algumas questões básicas, a saber: 1 – Pouco se importa com a conservação e recuperação das áreas utilizadas pelo agronegócio o qual, com a indústria e comércio criaram e impuseram uma cultura consumista que está acabando com a terra; 2 - Não percebe que a fome não é consequência da falta de alimentos, mas sim de má gestão na produção e distribuição (20% dos mais ricos consomem 80% dos alimentos disponíveis); 3 - Destina alimentos para produção de combustível (matérias agrícolas como plantas oleaginosas entre elas a soja, milho, beterraba, cana-de-açucar e biomassa florestal); 4 – Incentiva o disperdício e má utilização de alimentos que viram montanhas de lixo.

Diante destas questões conclama a que busquemos posição e nos perguntemos: Podemos viver com menos, com o apenas necessário? Não deveria haver disponibilidade mais equitativa de alimentos? É só dinheiro e gordura sob a pele que proporciona felicidade? Qual a compreensão atual sobre o ser humano e como ele está se relacionando com a ecologia? Com sua barba branca, ironia refinada e inteligência aguçada, Frei Dionisio Ricieri Morás, aluno de teologia do concordiense Leonardo Boff (com quem fisionomicamente se parece) afirma, parodiando seu professor que, no andar do atual ritmo de destruição da terra, o fim da humanidade poderá ser vivenciado já por esta geração e certamente não passará da próxima. Tudo por culpa “de vários seres humanos que criaram uma máquina de morte com armas nucleares, químicas e biológicas, capazes de eliminar a vida humana por vinte e cinco formas diferentes...”.(Leonardo Boff). Segundo Frei Dionísio Ricieri Morás, a teologia tem respostas para todas essas questões, núcleo central de suas palestras que conclamam os ouvintes a “criarem uma acumulação de consciência crítica cristã e ecológica”.

Para ele, o Forum Mundial Temático e Cúpula dos Povos tem muito mais a dizer sobre vida do que conferências capitalistas que visam tão somente a sobrevivência de um modêlo econômico consumista e mortífero.

Pensamento da semana: “É preciso comer para viver e não viver para comer.” Frei Tarcísio Theeis, Luzerna, Seminário, fev. 1972.