sábado, 2 de julho de 2011

GELSO JUSTINO MATIELLO, FERNANDO HENRIQUE TOMAZZI, VALMOR LUIS DORÉ, ARCÁDIO HUBNER

Faço parte desse grupo. Gelso Justino Matiello, 1973/1976, contato matiello@brturbo.com.br. Por Gelso J matiello em CHEGADA AO SEMINÁRIO em 26/06/11

olá!fui seminarista em luzerna em 1994,Frei pedro da Silva ofm era meu orientador! lugar maravilhoso e de uma espiritualidade imensa,formando e direcionando jovens para um, viver honrado e pleno na proteção de Deus. Fernando Henrique Thomazzi 06/08/79
Por Anônimo em CADERNO DE LEMBRANÇAS em 26/05/11


Ola Pessoal, sou Valmor Luis Doré, resido em Dois Vizinhos, pr, e achei muito interessante esta pagina, da pra gente relembrar muita coisa que ja passou, mas na real, foi otimo.Parabens Techio por este trabalho. Abraços a todos os seminaristas que aquela epoca foi o maximo, aprendi e conheci muito, que DEUS ilumine a todos no nossa caminho abraços..................
Por valmor Luis Doré em NOME DE SEMINARISTAS SEMINÁRIO SÃO JOÃO BATISTA - ... em 25/05/11


Olá. Meu nome também está aí. Foi em 1978. Quantos amigos que passaram pela gente. Quanta coisa boa aconteceu. Saudades. Será que o pomar ainda existe? Boas lembranças. Hoje moro no Rio de Janeiro. Meu email: profarcadiohubner@bol.com.br Um abraço a todos que estudaram no Seminário de Agudos. Arcádio Hubner Por Arcádio Hubner em SEMINARISTAS QUE ESTUDARAM NO SEMINÁRIO SANTO ANTO... em 03/05/11

quinta-feira, 30 de junho de 2011

FREI RUI DEPINÉ







Após trinta anos, me reencontrei com o magnífico Frei Rui Depiné na Igreja Bom Jesus em Curitiba. Há 33 anos exerce um santo sacerdócio em favor dos leprosos (anseníase) no Leprosário São Roque, em Piraquara - PR. Sua santidade em vida é pública e notória desde os primeiros anos de sacerdócio. Inteligente e profundamente amoroso com as pessoas, é vigoroso na caridade e em suas pregações. Na foto, acompanhei um emocionante batismo no sábado, dia 25 de junho de 2011.

O privilégio do catecumeno, agora cristão, e de seus pais, familiares e padrinhos por terem escolhido o Frei Rui para a cerimônia, é imensurável. De fato, a igreja elege santos que nos são referência, entretanto, ao observar a vida de Frei Rui Depiné tenho plena convicção do quanto ele se assemelha a São Francisco de Assis e a outros santos, seus confrades mais famosos. Assim, se alguém quiser conhecer um SANTO EM VIDA, é só conhecer o Frei Rui.

Veja o que diz AQUINALDO AP. CAMPOS, no site da Província Imaculada Conceição do Brasil (http://www.franciscanos.org.br/v3/hanseniase/noticias/especiais/2010/vilavelha/) sobre o Frei Rui:


Curitiba (PR) - De longe se percebe a cabeleira branca, os passos agitados, ágeis e determinados. Frei Rui Depiné é desses homens cujo olhar expressa a clareza daquilo que quer: cuidar dos doentes do “Leprosário São Roque” ou “Colônia São Roque” de Piraquara, na grande Curitiba. A isso ele dedicou toda a sua vida.

Entre muitas histórias que conta dessa longa caminhada de ajuda, no corpo a corpo com os doentes, com voz transparente e pausas que lhe conferem um acento muito peculiar, ele costuma narrar a história de um homem que vivia na Amazônia, em plena floresta e que foi trazido para tratamento. Esse homem sofria demais por causa das deformidades causadas pela Hanseníase. Depois de algum tempo na Colônia, sendo tratado por Frei Rui e pelas enfermeiras, uma certa noite o frade acordou sobressaltado: alguém batia fortemente na porta. Frei Rui se levantou e foi ver quem e o que era. O homem, apesar do sofrimento pelas seqüelas da doença, sorria. Indagado sobre o que queria àquela hora, ele disse que tinha uma preocupação que ninguém até aquele dia conseguira ajudá-lo a resolver: disse que sentia muita falta de casa e da floresta amazônica e emendou: “Frei Rui, o senhor sabe quantas estrelas tem no céu?”. Com sua forma franca e acolhedora de se expressar, o frade respondeu que ninguém jamais lhe havia feito tal pergunta: “Olha, eu não sei... mas desconfio que é uma coisa que a gente pode saber. Vamos contar juntos? Eu desenho uma cruz, assim, no céu, você conta as estrelas do lado direito e eu do lado esquerdo.” Terminada a contagem, Frei Rui somou as estrelas que ambos tinham contado e disse ao homem: “Bom, agora, é só pensar o seguinte: o universo deve ter quatro vezes esses tamanho que a gente contou, então, o céu deve ter uns 20 milhões de estrelas. Tá bom assim?” Seus olhos azuis, muito límpidos, encaravam o sujeito que lhe disse: “Tá bom. Eu estou muito feliz porque, pela primeira vez na vida, alguém teve tempo para me dizer o que eu sempre quis saber.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Darcílio Luiz Fauro

Cesar,

Primeiramente, parabéns pelo seu trabalho no sentido de tentar conectar com os seminaristas do passado.

Estive no seminário de Luzerna nos anos 1964/1965. Em Rio Negro em 1966 e depois Luzerna novamente em 1967. Foi meu último ano de seminário.

Moro há muitos anos na cidade de Pato Branco onde resido até hoje. Sou originalmente de Concórdia onde ainda reside grande parte da minha família e estudei por alguns anos, trabalhei na Auto Mecânica Indústria Ltda. Agência Ford. Lá havia também um senhor muito simpático de nome Santo Techio. Seria seu parente?

Tenho vários amigos aqui em Pato Branco que foram meus conterrâneos do seminário, na próxima comunicação declinarei os nomes.

Por hoje é isso.

Grande abraço a você

Seja feliz!


Darcílio Luiz Fauro

quarta-feira, 1 de junho de 2011

IGREJAS: NÃO SÓ DE PÃO VIVE O HOMEM

Cesar Techio
Economista – Advogado - cesartechio@gmail.com
Veja também em cesartechio@blogspot.com

São valiosas as preleções de Leonardo Boff em favor da vida, da justiça e do planeta terra. Como ex-professor de teologia de meus ex-colegas seminaristas, intensificou uma linha de pregação voltada a teologia da libertação, na qual, a dignidade da pessoa humana deve obrigatoriamente ser a pedra angular de toda a construção teológica. E tem razão. Jesus não veio a terra para fazer turismo, senão, teve como centro de suas atenções, de seu esforço e sacrifício na cruz, o homem. Jesus veio para salvar o homem. A partir desta realidade, não se cansa de criticar, acidamente, as orientações teológicas e de política religiosa adotadas pelo atual Papa Ratzinger, ex-prefeito da Congregação para Assuntos da Fé, posto usado durante a idade média pelo comando inquisitorial que durante quase um milênio, espalhou terror pelo mundo, matando inocentes em nome da fé. Ratzinger, seu professor no doutorado, em Roma, lhe impôs “silêncio obsequioso”, durante o auge da pregação da teologia da libertação, o que redundou no seu desembarque da ordem franciscana. A liberdade de manifestação falou mais alto ao apóstolo franciscano. Partindo deste quadro, não me parece que Jesus Cristo teve planos para criar congregações ou igrejas na forma das que conhecemos hoje: condicionadoras, impositivas, estruturadas em torno do dinheiro dos fiéis, pecúnia nem sempre aplicada em projetos de caridade.

A verdade é que Leonardo Boff, na condição de teólogo e sacerdote romano, caiu fora dos condicionamentos absurdos que a igreja católica lhe impunha e hoje é um cristão realizado e feliz. Creio que uma pessoa feliz não precisa saber nada sobre teologia. Sua felicidade pode ser tão plena que ela não tem qualquer necessidade de barganhar com Deus, pedindo isso ou aquilo ou orar por bens materiais, poder, influência, dinheiro, saúde... Na providência divina precisamos apenas ter certeza. A certeza em Deus corta pela raiz o negócio dos vendilhões dos templos e gera profunda felicidade, geradora de gratidão, compaixão e caridade. Constituídas por pessoas, as igrejas que não possuem compromisso sério com projetos sociais, humanitários e de caridade também não podem ser levadas a sério. O dízimo bíblico não pode servir apenas para enriquecer ou mesmo para manter as igrejas e seus líderes, mas, boa parte dele, para a criação e execução de projetos voltados ao resgate da dignidade dos próprios fiéis e das pessoas carentes e miseráveis.

A desculpa de que isso é responsabilidade exclusiva do Poder Público não é cristão nem biblicamente aceitável. Leonardo Boff olhou para a sua igreja, viu a coisa toda e caiu fora sem fazer barulho. É isso que eu recomendo a você. Olhe para a sua igreja. Investigue o compromisso que ela tem com o ser humano, quais os projetos sociais e de caridade que ela possui. Veja se os princípios cristãos são vividos na prática pela própria igreja, pois em primeiro lugar é ela e seus líderes quem devem dar o exemplo. Quando Jesus disse que o homem não pode viver só de pão, também quis dizer que o homem também necessita de pão para viver. Sempre é bom lembrar que a Obra do Senhor é a sua igreja, que somos todos nós: "Não sabeis vós que sois templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? (1 Co 3.16). Assim, se somos Templo do Espírito Santo, é justo que o dinheiro do dízimo das igrejas também sejam destinados à Obra, que em última instância se constitui na Obra Viva, ou seja, nos próprios fiéis, especialmente os necessitados: “O que fizerdes ao menor dos meus irmãos, a mim o fazeis”. (Mt 25,40). Se na sua igreja (seja qual for) não existem projetos humanitários e de caridade, caia fora sem fazer barulho. Busque viver os princípios cristãos consigo mesmo e engaje-se em comunidades que vivem um cristianismo autêntico. Pense nisso.

Pensamento da semana: “Louvai e bendizei ao meu Senhor. E dai-lhe graças. E servi-o com grande humildade”. Francisco de Assis.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Valmor Luis Doré

Olá Pessoal
Sou Valmor Luis Doré, resido em Dois Vizinhos, PR, e achei muito interessante esta pagina, da pra gente relembrar muita coisa que já passou, mas na real, foi otimo. Parabens Techio por este trabalho. Abraços a todos os seminaristas daquela época, que foi o máximo. Aprendi e conheci muito. Que DEUS ilumine a todos no nosso caminho abraços. Valmor Luis Doré.

Resposta: Valmor, envie seu e-mail para o e-mail cesartechio@gmail.com, para que possamos publicá-lo e assim você poderá receber mensagens de seus ex-colegas. Um abraço.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

DILERMANO ALVES DOS SANTOS




dilermano.alves@gmail.com

Olá!
Sou Dilermano Alves dos Santos, da cidade de Caarapó, Mato Grosso do Sul.
Fui seminarista no Seminário Santo Antônio de Rio Brilhante (MS), entre 1975 e 1978, e de Agudos (SP), em 1979.
Atualmente, sou jornalista, publicitário e apresentador de TV.
Gostaria de entrar em contato com amigos da época...
Seguem fotos.

Dilermano Alves
Jornalista - DRT 625/MS
Especialista em Comunicação & Marketing
(67) 9617-3633 - 8123-0355

RESPOSTA:

Amado Dilermano.
No ano de 1974 Frei Maurílio me convidou, com mais dois colegas, para ir a Rio Brilhante no ano seguinte, 1975, para abrir o Seminário de Rio Brilhante.
Preferi ficar em Luzerna para o desgosto dele. Meus colegas seguiram minha decisão.
Eramos escolados em Luzerna e certamente faríamos um bom trabalho.
Quem diria, querido irmão, iriamos encontrar voce por lá.
Mas passadas três décadas e seis anos, nos encontramos.
Estimado, muitas felicidades, muitos anos de vida com saúde e alegrias.
Paz e Bem.
Cesar Techio

segunda-feira, 16 de maio de 2011

DIFENDI MASSON

Aos meus queridos e inesquecíveis colegas e amigos para sempre, do Seminário São João Batista de Luzerna - SC, de 1971 a 1975, o meu fraterno abraço e as saudades por todos os bons momentos que vivemos. Entrem em contato comigo, que moro aqui em Concórdia - SC através do meu e-mail representacoesdiro@hotmail.com.br.

Vejam a minha foto aí, atualmente continuo muito bonito, mas um pouco usado, segundo o Zurilo (Techio) companheiro de chimarão de todas as manhãs, aqui em Concórdia.
Difendi Paulino Masson

DIFENDI MASSON e em segundo plano ADEMAR SIEGA, 1971, chegada ao seminário.



FERNANDO DEON, OTÁVIO DALPUBEL, DIFENDI MASSON, REINALDO SCHNEIDER. Agachados: MILTON SOUZA, FRANCISCO MORAIS (virou Frei - linguagem segundo o estilo da nossa turma he he he), RENATO DAVID HAMMES e (? não lembramos).



Em pé: (? não lembramos), (? não lembramos),DIFENDI MASSON,GILBERTO PAGLIARIN, LUIS TOIGO (hoje Frei Toigo, padre franciscano em Concórdia - SC), FERNANDO DEON, FREI TARCÍSIO THEEIS. Agachados: REINALDO SCHNEIDER, REMI BRESCIANI, FRANCISCO MORAIS (Frei Francisco, padre franciscano, atualmente na Vozes, em Petrópolis - RJ), OTÁVIO DALPUBEL, MILTON SOUZA.



FRANCISCO BESEN, DILSO TESARO, LEOCIR ALCIDES BALDISSERA, DIFENDI MASSON, IVO CAMOZATTO, ANTONIO...?. Agachados: JOSE MARIA MADRUGA, REMI BRESCIANI, LAURI DAMAZINI, IRINEU ELOI HALLUCH, ALCIDES BRESCIANI.



IDAVIR MASCARELO, ADEMAR SIEGA, LUIS ANTONIO BISOL, FREI OLIVÉRIO FINGER, DIFENDI MASSON, OTÁVIO DALPUBEL. Agachados: REINALDO SCHNEIDER, EDGAR A. MEHERLE, MOACIR AGNEs, (?não lembramos), EGÍDIO BOLIZ

quinta-feira, 5 de maio de 2011

PAULO WALFREDO BACK

Amigos da turma de de 1976, se alguém tiver alguma FOTOGRAFIA do PAULO WALFREDO BACK ao tempo do seminário de Agudos, por favor me envie via e-mail cesartechio@gmail.com. Recebi o e-mail abaixo da irmã dele.
Um abraço e obrigado.
CESAR TECHIO

Bom dia Cesar tudo bem, meu nome é Julia moro em Itajaí - SC, tenho dois irmãos WILSON LUIZ BACK E PAULO WALFREDO BACK ambos foram seminaristas em agudos respectivamente 1974 e 1976. Você por acaso teria alguma foto, histórico escolar, alguma coisa dos dois neste seminário de Agudos. O Paulo está fazendo 50 anos este ano e gostaria de fazer uma surpresa para ele, ja que ele mora nos EUA e estará em visita no Brasil mês que vem. Estou no aguardo. Julia

quarta-feira, 4 de maio de 2011

LUIZ SCHANUEL

luizschanuel@hotmail.com

Olá César

Por puro acaso, encontrei seu blog. Sou Luiz Carlos Schanuel, Moro em Petrópolis, RJ, analista de sistemas, ainda trabalhando, mas também já aposentado . Fui seminarista em Agudos, nos anos 60 a 64. Praticamente não tive mais contato com os amigos da época. Alguns nomes que me lembro: Gilberto Justen (já falecido), Francisco Hitomi, Fausto Weisler, GILBERTO GROSSL, Jorge Neves (também petropolitano). Dos freis acredito que já não tenha mais ninguém vivo: frei Arlindo, Frei Chico (prof. de latim), Frei Gregório (faleceu devido a um ataque de abelhas), Frei Hugo Baggio, Frei Maurílio, Frei Agostinho.
Se tiver notícias de alguém daquela época, por favor, me avise

abraços

Luiz C. Schanuel

domingo, 1 de maio de 2011

GALEDEMIR ANTONIO DARROS

Glademir Antônio Darros escreveu:

Estava procurando na internet pelo Frei Celso Chiarelli pois estive no seminário de Luzerna nos anos 80 e nunca mais tive contato com o Frei, na ocasião da pesquisa encontrei seu site, sou de Xaxim e tenho uma irmã em Concórdia ela possui a Todeschini móveis e se chama Nelita, gostaria de informações sobre o paradeiro e o contato do Frei Celso do mesmo modo gostaria de lhe conhecer pois vou a Concórdia seguidamente. Grato e até mais.

Glademir Antônio Darros
Administração e Marketing

Estimado Glademir.

Achei o Frei Celso, ele está em Rondinha.
o endereço para ver a comunidade, é o seguinte:
http://www.franciscanos.org.br/fraternidades/casas/rondinha_aldeia/galeria.php
FRATERNIDADE FRANCISCANA BOM JESUS DA ALDEIA
RONDINHA - PR
Rodovia do Café - BR 277, Km 112
Rondinha
CEP. 83607-000
Caixa Postal 777 - CEP. 83607-700
Tel. (41) 2105-4690
Fax (41) 3555-1269
Arquidiocese de Curitiba

Olha a foto dele




Abraço

Cesar

sábado, 23 de abril de 2011

ORLANDO DOS REIS

Ao meu auguro de uma Feliz Páscoa, Orlando dos Reis me respondeu conforme texto abaixo, o que me emocionou e compartilho com todos.

Cesar


"Cesar:

Para você igualmente: boas festas de Páscoa! Que o Senhor ressuscitado nos ressuscite todos os dias para uma vida renovada.

O mesmo desejo para os meus ex-colegas, de quase oitenta anos atrás, de quem ainda me recordo: Paludo, Heidemann, Barrionuevo, Schelbauer e outros.

Abraços

Orlando dos Reis

sexta-feira, 22 de abril de 2011

CHEGADA AO SEMINÁRIO

Na extremidade do morro terminava o paralelepípedo e surgia uma estrada de terra esburacada e poeirenta que fazia o percurso Luzerna-Videira. No lado esquerdo erguia-se, reluzente, o hospital de madeira da vila, orientado pelas caridosas irmãs religiosas. Não deu para pensar muito, pois o coração pulou no peito de alegria;

O sol vespertino refletia nas paredes da enorme construção, espelhando seus raios de luz que vinham dar boas vindas. Parecia mais um sonho ou uma pintura de parede, aquele imenso lugar plano, com quadras de esportes, piscina, flores dos mais diversos matizes, árvores frondosas, o prédio cor-de-vinho e as encostas onduladas dos morros, ao fundo, subindo até uns coqueiros encima nas roças de milho, abanando ao vento suave e quente do verão. Era meio da tarde de um dia do mês de fevereiro de 1972.

Um seminarista veterano veio dar as boas vindas. Escolhi um armário nos fundos da rouparia. A mãe ajudou arrumar a cama, última no imenso dormitório do terceiro andar. Fiquei entusiasmado com o salão, todo iluminado, espaçoso e limpo, com cento e trinta camas bem conservadas, perfiladas em quatro filas por mais de cem metros. Por ali todos estavam contentes, rindo solto.

Após o final da tarde a mãe partiu e fiquei ali, hirto, plantado no centro do jardim, como uma flor murcha. Lá de cima vinha solto o barulho das gargalhadas... Vi o veículo com minha mãe sumir após o campo de futebol e passei a observar, meditabundo, o gado pastando placidamente num potreiro situado ao lado direito da estrada.

Sozinho, mecanicamente, vou vendo com curiosidade, o novo cenário da vida; o hálito quente da tarde, o perfume das rosas num canteiro e o dia passando sobre o verde do gramado e a escadaria externa, colorida. Daqui vejo melhor o potreiro. As vacas mugem, e andam lentamente em direção ao curral branco, amarelado. O som do sino da igreja de Luzerna me acorda e sinto que treme, manso pelas montanhas além do rio do Peixe, ecoando pelos morros que sobem em direção das nuvens do anoitecer, entristecendo os bois que permanecem encravados no verde circundado por uma imensa cerca de arame farpado.

O sol agoniza no mato, acima da vila. O vermelho das nuvens se mistura ao amarelo dos milharais já colhidos e, numa casinha, no cume de uma encosta, acima da vila de Luzerna, uma luzinha se acende.

FOTOS DA ÉPOCA COM ANOTAÇÕES




Turma do Barulho











FRADES AMIGOS FALECIDOS

Os dados abaixo, de frades que tiveram alguma ligação ou que foram professores do Seminário São João Batista, de Luzerna, SC, foram obtidos do site da Província Imaculada Conceição do Brasil,
http://www.franciscanos.org.br/v3/instituicao/fradesfalecidos/index_2011.php Recomendo ingressar no site para visualizar as fotografias e dados de todos os frades falecidos.

Lamentavelmente, não existem dados ou pesquisas sobre o falecimento de frades, anterior ao ano de 2000. Lembro que em 1975, faleceram em torno de 22 frades (se não me falha a memória), entre eles Frei Cipriano, Frei Anselmo, Frei Fernando. Como seria bom se a Província publicasse o obituário de todos os frades desde a fundação da Ordem.


FREI SÉRGIO HILLESHEIM, OFM

Grande benfeitor do SEMINÁRIO SÃO JOÃO BATISTA DE LUZERNA – SC.
DADOS PESSOAIS
Nascimento: 03.04.1916 (87 anos, completados na véspera do falecimento).
Nome de batismo: Vendelino.
Natural: São Pedro de Alcântara - SC.
1929 - 1934: Ingressou no Seminário de Rio Negro - PR
20/12/1934: Vestição e admissão ao noviciado, em Rodeio SC (68 anos de vida franciscana).
21/12/1935: 1ª profissão religiosa-votos temporários, Rodeio - SC.
1936: Início dos estudos de Filosofia, em Rodeio - SC.
1937 - 1938: Estudos de Filosofia, em Curitiba-PR.
21/12/1938: Profissão solene dos votos perpétuos na Ordem Franciscana.
1939 - 194: Estudos de Teologia, em Petrópolis - RJ.
24/11/1940: Ordenação presbiteral (63 anos de ministério sacerdotal).
ATIVIDADES NA EVANGELIZAÇÃO
1941 - 1942: Professor no "Grêmio Frei Rogério", em Petrópolis-RJ.
1943 - 1944: Vigário paroquial, em São Sebastião-SP.
1945 - 1947: Guardião e Pároco, em São Lourenço-MG.
1948 - 1964: Guardião, Reitor e Professor no Seminário, em Luzerna-SC.
1956 - 1958: Definidor Provincial e Coordenador da Pastoral Vocacional.
1965 - 2003: Guardião, Pároco, Vigário Paroquial, Confessor, construtor, em Pato Branco - PR.
O frade menor
Vida fecunda e operosa, Frei Sérgio "não brincava em serviço". Nele, ficou claro para todos esta unidade indissolúvel entre o "ser" e o "fazer" da evangelização franciscana.
Testemunho vivo de fé, coerência, transparência e bondade. Por isso mesmo, amado, estimado e respeitado por seus confrades e sobretudo pelo povo a quem serviu.
Uma de suas marcas características foi o talento e o dom para coordenar e conduzir as construções: é obra dele o Seminário de Luzerna e a Igreja/convento de Pato Branco. Nem por isso teve menos zelo no cuidado e atendimento ao povo de Deus.
Descobriu novo "filão" de recursos para a manutenção das casas, do Seminário, incentivando outras formas de agricultura e psicultura, inclusive como ajuda também aos colonos e agricultores das comunidades que atendia. Homem da terra, do campo, do altar, do rádio e da TV, percorrendo casas, escolas, hospitais, "bom pastor" no sentido mais genuino do evangelho!
Quando a idade e a saúde não mais lhe permitiam a mesma dedicação e mobilidade, ofereceu o melhor de si: o confessor, o orientador das famílias e dos enfermos. Disse na sua ficha auto-biográfica em 1982, que isto era o que mais gostava de fazer.
Se é verdade que cada frade revela em seu ser e em sua vida uma pequena parcela do carisma e da pessoa de São Francisco, Frei Sérgio é a expressão clara da superabundância da graça de Deus que encontrou a generosa correspondência no seu coração.

Sua vida é a realização daquele imperativo de São Damião, que Francisco nos deixou como herança: "Reconstrói a minha casa" ! Que Deus, agora, o receba em sua casa para sua alegria e descanso eternos! Obrigado, Frei Sérgio, pela sua vida!


FREI FRANCISCO AUGUSTO ORTH, OFM

* 11.11.1942 †05.03.2007
NOTA: AMABILÍSSIMO 2º PE. ORIENTADOR EM LUZERNA NO ANO DE 1975. RECONTREI FREI FRANCISCO EM RIO BRILHANTE –MT EMAIS TARDE NOVAMENTE EM LUZERNA. VIVIA MUITO CHATEADO DEVIDO A VENDA DO SEMINÁRIO E TODAS AS TERRAS, PELA PROVÍNCIA, AO MUNICÍPIO DE LUZERNA - SC
DADOS PESSOAIS

• Nascimento: 11.11.1942 (64 anos)
Natural de Maratá (Porto União), SC.
Filho mais velho de sete: 6 homens e 1 mulher.
• 1957 – Ingresso no Seminário S. João Batista, Luzerna, SC.
• 1958-1959 – Estudos no Seminário S. Luiz de Tolosa, Rio Negro, PR.
• 1960-1967 – Estudos no Seminário Santo Antônio, Agudos, SP.
• 02.02.1968 – Vestição e Admissão ao Noviciado Franciscano, Rodeio, SC. (39 anos de vida religiosa)
• 03.02.1969 – Primeira Profissão Religiosa dos votos temporários, Rodeio.
• 1969-1975 – Estudos de Filosofia e Teologia, Petrópolis, RJ.
• 04.08.1972 – Profissão solene dos votos perpétuos, Petrópolis, RJ.
•13.01.1974 – Ordenação presbiteral (33 anos de ministério sacerdotal).
Faleceu nos primeiros minutos desta segunda-feira, dia 05, no hospital em Joaçaba, SC, em conseqüência dum câncer no fígado. No final de 2006, foi operado em Passo Fundo-RS.
Retornando a Luzerna, continuou o tratamento em Joaçaba.

A missa exequial em Luzerna foi celebrada nesta manhã. Após a missa, será transladado para Porto União onde ocorrerá seu sepultamento. R.I.P.

ATIVIDADES NA EVANGELIZAÇÃO

. 1975-1987 – Professor, orientador no Seminário S. João Batista, Luzerna, SC.

• 1988-1997 – Diretor e Professor no Seminário de Rio Brilhante, MS.

• 1998-2003 – Pároco – Paróquia São Paulo Apóstolo, Agudos, SP.

• 2004-2006 – Guardião e Pároco – Paróquia S. João Batista, Luzerna, SC.



FREI DANILLO MARQUES DA SILVA, OFM

* 19.10.1922 †18.05.2008
NOTA: FOI MEU PROFESSOR DE INGLÊS E DIRETOR DO SEMINÁRIO DE LUZERNA EM 1975. ADORAVA FAZER MÁGICAS E DECLAMAR POESIAS. ME PRESENTEOU COM “ANTOLOGIA POÉTICA” DE CARLOS DRUMOND DE ANDRADE. MAIS TARDE O REENCONTREI EM ITUPORANGA ONDE ERA DIRETOR DO SEMINÁRIO. VISITEI-O COM UMA NOMORADA. NUNCA ESQUEÇO DE SUA OBSERVAÇÃO APÓS A NOSSA APRESENTAÇÃO, QUE ATÉ HOJE ME FAZ RIR: “ENTÃO..., VOCE COMEU O LANCHE ANTES DO RECREIO, É? “
DADOS PESSOAIS
• 19.10.1922 – Nascimento, em Mariana, MG (85 anos).
• 25.03.1941 – Vestição na Ordem Terceira (67 anos de vida franciscana).
• 30.03.1942 – Profissão religiosa na Ordem Terceira.
• 07.05.1945 – Vestição na Ordem Primeira.
• 08.05.1946 – Profissão religiosa na Ordem Primeira.
• 08.05.1949 – Profissão solene na Ordem Franciscana.
• 20.06.1980 – Ordenação presbiteral (27 anos de ministério sacerdotal).
ATIVIDADES NA EVANGELIZAÇÃO E PASTORAL
• 1941-1945 – Seminário São Luiz de Tolosa, em Rio Negro, PR – Formação Franciscana e profissional como Irmão Terceiro: ofício de alfaiate.
• 1945 – Ano de noviciado na Ordem Primeira, em Rodeio, SC.
• 1946 – São Paulo, SP – Convento São Francisco – Curso de Alfaiate.
• 1947-1951 - Seminário São Luiz de Tolosa, em Rio Negro, PR – alfaiate.
• 1952-1954 – Noviciado São José, em Rodeio, SC – alfaiate, porteiro e fabricação de velas.
• 1955-1957 – Seminário Santo Antônio, em Agudos – alfaiate e cozinheiro.
• 1958 - Seminário São Luiz de Tolosa, em Rio Negro, PR – alfaiate.
• 1959-1967 – Petrópolis, RJ – alfaiate.
• 1968-1973 – Guaratinguetá, SP – Seminário Frei Galvão – professor e alfaiate.
Nos anos de 1970 a 1973, cursou a Faculdade Salesiana de Ciências e Letras de Lorena, SP, com licenciatura em Letras.
Em 04.11.1969, eleito Definidor Provincial para um mandato de 14 meses. Em 08.01.1971, reeleito Definidor para um triênio. Em 16.12.1973, reeleito Definidor para um segundo triênio, até 23.11.1976.
• 1974-1982 – Luzerna, SC – Seminário São João Batista – professor e diretor do seminário.
• 1983-1987 – Ituporanga, SC – Seminário São Francisco – professor e diretor do seminário.
• 1988-1995 – Israel – a serviço da Custódia da Terra Santa.
• 1996-1997 – Ituporanga, SC – Seminário São Francisco – professor e atendente conventual.
• 1998-2008 – Petrópolis – Sagrado Coração de Jesus – Vigário paroquial e atendente conventual.
Frei Danillo saiu de férias no dia 14 de dezembro do ano passado com o intuito de passar o natal junto com os familiares em Belo Horizonte, MG. Após algum tempo ele entrou em depressão e anemia congênita. Dentro desta realidade os familiares cuidavam dele, tendo em vista que dentre eles existem médicos que têm um carinho especial por ele. Frei Abílio Amaral Antunes sempre manteve contato com os familiares e acompanhou de perto todos os procedimentos realizados pelos familiares, vendo junto deles a possibilidade de Frei Danillo retornar ao Sagrado. Na quarta feira, dia 14, ligaram comunicando que ele havia sido hospitalizado com pneumonia. Hoje dia 18 de maio de 2008 por volta das 23h20 chegou-nos a notícia do falecimento de frei Danillo Marques da Silva.

O corpo do confrade está sendo transladado para Petrópolis, onde deverá chegar por volta das 12 horas. Às 16h00 será celebrada a missa exequial na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, seguido do sepultamento no jazigo franciscano.

O frade menor

. Frei Danillo teve uma caminhada toda própria na vida franciscana. Durante 39 anos viveu como irmão leigo. Em março de 1980 foi ordenado presbítero aos 77 anos de idade e exerceu o ministério por 27 anos. Da mesma forma, realizou seus estudos básicos e superiores já na idade madura.

. Talvez, por isso mesmo, tenha despertado para a vocação ministerial, não sem muita luta e até incompreensão, quando muitos já estejam pensando em aposentadoria. Esse é o seu traço mais marcante: sua capacidade de servir mais e melhor a Igreja, a Ordem e a Província. O que para outros seria uma limitação, para ele foi um convite e um desafio de superar-se.

. Sua folha de serviço à Província e ao povo de Deus fala por si mesmo, pois exercia os ofícios e trabalhos manuais do religioso com a mesma dedicação e simplicidade na formação dos seminaristas e no ministério presbiteral.

• Sua presença nos seminários de Luzerna, Ituporanga, Guaratinguetá e Petrópolis, certamente foram um incentivo e um sinal para muitas gerações daqueles valores mais caros a São Francisco e que ele viveu com tanta generosidade.




FREI MAURÍLIO SCHELBAUER, OFM


* 02.05.1929 †19.07.2008
DADOS PESSOAIS


• Nascimento: 02.05.1929 (79 anos).
Natural de Rio Negro, PR.
Nome de Batismo: Leopoldo
• 1942-1949 – Estudos iniciais no Seminário S. Luís de Tolosa, Rio Negro, PR.
• 1950 – Conclusão dos estudos no Seminário Santo Antônio, em Agudos, SP.
• 19.12.1950 – Admissão (vestição) ao Noviciado Franciscano, em Rodeio, SC (57 anos de vida franciscana).
• 20.12.1951 – Primeira profissão religiosa dos votos temporários, ao término do Noviciado.
• 1952-1953 – Estudos de Filosofia, Convento Bom Jesus, em Curitiba, PR.
• 1954-1957 – Estudos de Teologia, no Instituto Franciscano, em Petrópolis, RJ.
• 20.12.1954 – Profissão solene dos votos perpétuos na Ordem Franciscana.
• 02.07.1957 – Ordenação sacerdotal (51 anos de ministério)
• 1958 – Estágio Pastoral, no Convento de Santo Antônio, Rio de Janeiro, RJ.
Operado duas vezes (em 07.12.2007 e 07.03.2008) de um tumor no cérebro, seguiram-se meses de tratamento quimioterápico e internações. Na última fase, houve metástase com ramificações para o estômago e esôfago. Desde o dia 30 de junho estava internado no Hospital da VOT, no Rio de Janeiro. Faleceu sábado, dia 19, por volta das 22h45 e foi sepultado dia 20, após a missa exequial das 15 horas, no Jazigo Franciscano do Convento Santo Antônio, no Rio de Janeiro.

Atividades na Evangelização e Pastoral

• 1959-1963 – Seminário Santo Antônio, em Agudos, SP – Prefeito de Estudos e Professor.
• 1964 – Estudos de Filosofia na Universidade Católica do Paraná, Curitiba.
• 1965 - Seminário Santo Antônio, em Agudos, SP – Reitor e Professor.
• 1966 – Convento Bom Jesus de Curitiba, PR – Mestre dos estudantes e Professor.
• 1967 – Curso “Christus Sacerdos”, em São Leopoldo, RS.
• 1968 – 1974 – Seminário São João Batista, em Luzerna, SC – Guardião e Diretor.
• 1975 – 1979 – Seminário de Rio Brilhante, MT – Reitor.
• 1980 – 1983 – Seminário Frei Rogério, em Lages, SC – Diretor.
• 1984 – 1996 – A serviço da Custódia Franciscana das Sete Alegrias, Campo Grande, MS.
• 1988 – 1993 – Ministro Provincial da Custódia Franciscana.
• 1997 – Paróquia Santo Antônio, Bauru, SP – Vigário Paroquial.
• 1998 – 2003 – Convento e Paróquia Bom Jesus, Curitiba, PR – Vigário paroquial.
• 2004 – 2006 – Convento de Santo Antônio, Rio de Janeiro, RJ – Vigário da casa e atendente conventual.
• 2007 – 2008 – Paróquia Porciúncula de Sant’Ana, Niterói, RJ – Vigário paroquial.



FREI SIMÃO LAGINSKI, OFM


* 15.02.1936 †08.02.2010

Nota: Grande Pároco de nossa Igreja local
DADOS PESSOAIS E FORMAÇÃO

• Nascido aos 15.02.1936 (74 anos), em Piraí do Sul.
• 1951 – Início dos estudos no Seminário S. João Batista, Luzerna, SC.
• 1952 - continuação no Seminário São Luiz de Tolosa, Rio Negro, PR.
• 1953 a 1959 – término dos estudos ginasiais e colegial, no Seminário Santo Antônio, em Agudos, SP.
• 19.12.1959 – Admissão/vestição ao Noviciado Franciscano, Rodeio, SC (50 anos de vida franciscana).
• 20.12.1960 – Primeira profissão religiosa dos votos temporários.
• 1961 e 1962 – Estudos de Filosofia, em Curitiba, PR.
• 1963 a 1966 – Estudos de Teologia, em Petrópolis, RJ.
• 01.02.1964 – Profissão dos votos solenes perpétuos na Ordem Franciscana.
• 15.12.1964 – Ordenação diaconal.
• 15.12.1965 – Ordenação sacerdotal (44 anos de ministério)
ATIVIDADES NA EVANGELIZAÇÃO E PASTORAL
• 1967 – Vigário paróquial na Catedral de Lages, SC.
• 1968 – Curso no Instituto Superior de Pastoral Catequética, Curitiba, PR.
• 1969 – 1976 – Vigário paroquial (69 e 70); Pároco e guardião (71 a 76), em Concórdia, SC.
• 1977 – 1983 – Guardião e Pároco, em Rio Negro, PR.
• setembro 1983 a setembro de 1992 – Missionário em Uganda, África, no Projeto Missionário da Ordem Franciscana.
• 1993 a 1995 – Missionário em Angola, Malange, no Projeto Missionário da Fundação Imaculada Mãe de Deus, FIMDA.
• 1995 (outubro) a 1999 (setembro) - Missionário em Angola, Quibala.
• Retornou ao Brasil no final de outubro de 1999.
• 2000 – Tratamento e auxiliar da Secretaria Executiva das Missões, Convento Santo Antônio do Pari, São Paulo, SP.
• 2001 e 2002 – Secretário e Procurador das Missões, Convento Santo Antônio, Largo da Carioca, Rio de Janeiro, RJ.
• 13.01.2003 – Novo período missionário, em Luanda, Angola, até julho de 2004.
• Retornou ao Brasil em 22.07.2004.
• De setembro a dezembro de 2004, Guardião e vigário paroquial, em Forquilhinha, SC.
• 2005 e 2006 – Guardião da Fraternidade Missionária Internacional, em Bruxelas, Bélgica.
• Retornou ao Brasil em 27.01.2007.
• 2007 e 2008 – Coordenador da Fraternidade e vigário paroquial, em Forquilhinha, SC.
• 21.05.2009 – novo e último embarque missionário para Quibala, Angola.
• 10.01.2010 – retornou ao Brasil, para tratamento em Bragança Paulista.
• 11.01.2010 – chegada em Bragança.
• 08.02.2010 – Falecimento.
Em telefonema, o guardião de Bragança Paulista, Frei Carlos Pierezan, comunicou o falecimento de Frei Simão, ocorrido por volta das 10h15, no Hospital da USF. Na tarde de ontem, domingo, dia 7, Frei Carlos havia conversado com o médico responsável e recebeu a informação de que Frei Simão teria que passar pela 3ª cirurgia do abdome para, novamente, conter o vazamento dos intestinos, pois os pontos haviam supurado.

Curiosamente, como nas duas vezes anteriores, ele foi operado na noite do domingo, com início às 20hs e término aproximado às 22h30. Frei Carlos ainda não havia recebido a informação da causa da morte, mas provavelmente tenha sido infecção generalizada com falência múltipla dos órgãos. Este era o quadro que a cirurgia queria combater.

Os irmãos e sobrinhos de Frei Simão, residentes em Ponta Grossa, PR, diversas vezes estiveram em Bragança acompanhando sua luta. Numa das ocasiões, quando já se prenunciava sua morte, a família solicitou do Ministro Provincial Frei Fidêncio, a licença para que ele pudesse ser sepultado junto dos pais e irmãos falecidos. Apesar da praxe franciscana ser outra, e depois de explicar à família, diante do sofrimento dos irmãos, autorizou o translado do corpo. De modo que, segundo Frei Carlos adiantou, o corpo será preparado na tarde de hoje e, provavelmente transportado para Ponta Grossa no início da noite. Não temos ainda a informação do horário e local da missa exequial e sepultamento.

Posteriormente daremos essa informação.
O Frade Menor
• Se há entre nós, frades da Imaculada, alguém que possa, de fato, ser considerado missionário por excelência, este é Frei Simão Laginski. Não apenas pela soma dos anos dedicados explicitamente às missões mas, sobretudo pela sua postura, vocação e disposição permanente em acolher os diferentes chamados que Deus foi fazendo em sua vida.

• Precisaríamos de muito espaço e tempo para descrever o perfil deste frade menor. Hoje, quero emprestar as palavras de Frei Neylor Tonin, enviadas por e-mail, durante o tempo de seu calvário e agonia no hospital da USF. Ele resumiu os sentimentos de todos nós, confrades de Frei Simão.

Lamento muito a dolorosa, para não dizer martírica, situação em que se encontra nosso querido confrade Frei Simão. Estou escrevendo, hoje, dia 1o. de fevereiro, antes de seu anunciado passamento. Queira Deus que não aconteça, agora. Mas se acontecer, seja feita a Sua vontade. Frei Simão me merece grande admiração. Foi um batalhador incansável, um guerreiro de grandes ideais. Era irrequieto, não se entregava nunca. Nunca o vi desanimado nem confessando que estava entregando os pontos, não importa o desafio que tinha que enfrentar. Era um frade de cabeça erguida, alimentava e era movido por um grande fogo interior que lhe queimava a alma e o espírito. Se morrer, creio que Deus lhe dirá no momento do encontro definitivo: "Basta de lutar, meu filho. Agora, é hora de descansar. Obrigado por ter sido um apóstolo tão zeloso no Reino do meu Filho. Aqui estão Jesus e Maria para dar-lhe as boas vindas. Vá entrando que a casa é sua". Estou rezando há dias por ele, para que a morte não lhe seja angustiosa, mas o encontre fazendo mais um ato de fé, coisa que fez com a vida toda. Um abraço para ele. Continuarei rezando para que Deus afaste dele os fantasmas da hora fatal. Se pudesse estar com ele, lhe diria: "FREI SIMÃO, estou aqui para beijar suas mãos que tanto bem fizeram a tanta gente e para lhe confessar como confrade que lhe tenho grande admiração. Você foi um lutador, um profeta do Evangelho, uma pessoa em que o poder de Deus foi bem sucedido”.
Parabéns!

Frei neylor j. tonin

CONSTRUÇÃO DO SEMINÁRIO FRANCISCANO SÃO JOÃO BATISTA DE LUZERNA - SC

Frei Francisco Orth

Iniciar este curto relato da história do seminário franciscano São João Batista de Luzerna, sem agradecer a Deus a graça da colaboração de Frei Francisco, Frei Danilo (falecido) e Frei Guido, seria uma falta muito grande.

Por isso, louvo e agradeço ao Pai dos Céus por essa graça recebida rogando a ele, recompense e abençoe estes santos homens, para que continuem a desempenhar com êxito sua missão evangelizadora junto ao povo e aos seminaristas, extensão segura do amor recebido, pois nos seminaristas, os que persistem na vocação sublime de fazer o vem amado a Deus e aos semelhantes, os padres educadores se ETERNIZAM num reflexo direto da generosidade, caridade e bom caráter, semente a florir na conduta de seus filhos espalhados nesse mundo de meu Deus.

Diz assim a carta introdutória de Frei Francisco Orth;

Luzerna, 13 de setembro de 1985.

Finalmente pude concluir um apanhado de informações sobre os vários ângulos de nosso seminário São João Batista e os respectivos professores e alunos que passaram por aqui. O presente acúmulo de variados aspectos carece de pureza e exatidão, uma vez porque o datilógrafo é muito limitado, por outra, a necessidade de mais dedicação. Mas o tempo está limitado devido as atividades como professor. Por outro lado as fontes estão falhas em muitos pontos; daí a informação também conter falhas. Aos leitores, peço que descontem em tudo um pouco da necessária lisura que deveria conter o trabalho. Faço votos que essa súmula de informações possa contribuir para um breve conhecimento da história do seminário.

Subscreve-se: FREI FRANCISCO ORTH


FUNDAÇÃO DO PRIMEIRO SEMINARIO FRANCISCANO DE LUZERNA.

Folhando a primeira crônica do seminário São João Batista, consta no 1* volume, nas primeiras páginas, um histórico da fundação desse empreendimento:


“Entregando á província da Saxônia a restauração das províncias franciscanas do Brasil, a Santa Sé não renunciadas a seu princípio de formar um clero nacional em todos os países. Fiéis aos desejos e ordens de Sua Santidade, procuraram obter sucessores brasileiros. A começo encontraram não poucas dificuldades. Estabelecendo-se eles no Sul do país, nos centros de colonização européia, em breve tiveram sucesso.

Além da falta de vocações, havia outra circunstância que dificultava seus intentos. Onde e como haviam de formar os candidatos? Até o tempo atual (na crônica; em torno de 1938-39) só havia um colégio no imenso território desde o Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul; Rio Negro. Muitos pais não queriam ver seus filhos tão longe, na idade em que tanto precisavam de carinho dos pais. Considerando todas as dificuldades, os superiores, enfim, decidiram construir diversos seminários menores, colégios preparatórios. O plano era ótimo, mas difícil a execução.

Perto de 10 anos atrás já se pensava em tal plano, mas só agora pode ser executado. Como a maioria de nossas vocações fossem dos centros coloniais, pensou-se em escolher um lugar na colônia, para o futuro colégio.

Enfim a sorte caiu sobre Bom Retiro do Cruzeiro ( primeiro nome de Luzerna).Em 1939 começou a realização do projeto.O custódio da província, Frei Mateus Hoepers, em sua visita a Bom Retiro, aos 11 de abril de 1939, traçou a planta do futuro colégio preliminar. Sendo apresentada ao definitório, sofreu algumas modificações. Aos 20 de agosto veio a Bom Retiro o definidor Frei Bernadino Bortolotti, trazendo a planta modificada e a nomeação de Frei Meinolfo como chefe da execução. Praticamente, porém, o superior da residência de Bom Retiro, Frei João Evangelista Reinhert teve que executar a obra, estando Frei Meinolfo ausente.

Aos 19 de agosto de 1940 terminara a construção externa do novo colégio, faltando ainda a pintura, a instalação externa do novo colégio, faltando ainda a pintura, a instalação da luz e água. Por 8 contos, Frei João conseguiu comprar a encanação da água, fazendo ótimo negócio. Fins de agosto, Frei Alexandre, guardião de Rio Negro, chega a Bom Retiro por causa das instalações internas do colégio. (construção de madeira).

Havia outro problema a resolver. Quem havia de assumir o serviço interno do colégio? Pensou-se em chamar uma congregação de irmãs. Os esforços do R. Pe. Provincial Frei Marcelo Baumeister, neste sentido, foram em vão. Já queriam mandar o futuro reitor para Bom Retiro. Mas como o capítulo estava próximo, ficou tudo sem solução definitiva. O capítulo, enfim, determinou a abertura do colégio no ano de 1941. O dia do começo do ano escolar estava perto. Logo foi nomeado o Reitor do novo colégio São João Batista, Frei Virgílio Berri. Fins de janeiro partiu para o colégio, encontrando ali, já dez alunos sob os cuidados de P.Frei João e Frei Gustavo.

O primeiro colégio, no entanto, não estava em condições para acolher tantos alunos, muito menos para começarem as aulas. O reitor fez o que pode nestes poucos dias. A cozinha ainda não estava instalada, apesar dos esforços de Frei Silvestre, que viera por ordem do R. P. Provincial. Como o fogão não viera ainda, não se admiraram pouco, quando em última hora receberam um telegrama de Rio Negro, dizendo-lhes que vinham o Prefeito do colégio, mais 28 alunos. Correram á estação. Tudo estava em alvoroço, o tempo ruim parecia que quis favorecer a confusão comum. Como dar de comer a tanta gente? Enlameados, chegaram até a vila. Não havia outro meio. Tiveram que comer no hotel. As primeiras impressões dos alunos não foram das melhores. Chovia, chovia muito. Parecia que o aguaceiro não acabava mais. Aos poucos, porém, foram os alunos acostumando-se ao colégio e ao modo de vida.

Uma das maiores dificuldades para os garotos, certamente foi a falta de um campo de jogos. As aulas ainda não podiam iniciar. Não tinham vindo os livros escolares. Só dia 13 de fevereiro, enfim, começaram as aulas. Foi um alívio para os superiores e alunos. Ainda no dia 13 veio Frei Germano, trazendo mais quatro alunos. Dia 17 veio mais um de Herval do Oeste, dia 11 de março chegaram mais quatro de burro, o último chegou dia 21 de março. As dificuldades que nos surgiram daí, não foram poucas. Mas desde o dia 13 de fevereiro, pode haver regularmente aulas. (diz a crônica); temos um curso só,o segundo ano preliminar. Matriculamos 45 alunos. Seguem os nomes dos alunos com a data de entrada:

18.01.1941:
Luiz Sassi.

23.01.1941:
Adelmo Schmitt, Antonio Silva, Bráulio Schmitt, José Eugênio Kreling.

03.0201941:
Adriano Uber; Airton Duarte Vidal, Aleixo Pasini, Anselmo Schweitzer, Antonio Tumonis, Aprígio Bruno Vanini, Artur Ockner, Dorvino Lunelli, Elísio Cattoni, Ernesto Stulzer, Hermínio Tóttene, Irineu Brueggemenn, Joaquim Froza, João Venturi, Lino Dallarosa, Lino Giovenella, Lindo Tomelim, Moacir Da Fonseca, Serafim Panini, Silvério Melchioretto, Ovídio Xavier, Tercílio Berri, Tercílio Fachini, Valentim Oening, Vidal Floriani.

05.02.1941:
Edi Calliari, Ogier Rego Lins.

13.02.1941:
Carlos Klein, Inácio Jacoby, José Feldkirscher, Luiz Favaro, Reinaldo Klen.

17.02.1941:
Arduino Massignam.

11.03.1941:Alcides Bonatto, Assis Romen Perlin, Davi Martini, João Turmina.

21.03.1941:
Cláudio Sganzerla.

(esse estrato foi feito da crônica, volume I, pág- 1-5. O que está entre parênteses são esclarecimentos pessoais)

Nota: O presente é fruto de pesquisa de FREI FRANCISCO ORTH (falecido) que a meu pedido levantou dados sobre o Seminário São João Batista de Luzerna – SC.
Ele informou que que colaboraram na pesquisa, FREI DANILO MARQUES (falecido) e FREI GUIDO TONIOSSO.